Olá Amigos! Este espaço é destinado a todas as pessoas (casais ou não) que estejam envolvidos directa e indirectamente em processos de adopção de crianças ou simplesmente falar sobre elas. Ainda a quem esteja interessado em contribuir para melhorar o bem estar das crianças em causa. Podem contar um pouco das suas histórias e partilhar as alegrias e dificuldades. Venha ajudar-nos e ser ajudado. Sozinhos estaremos isolados,mas em união estaremos mais confortados. Um abraço a todos.
Acerca de Nós
- Rosalino
- Porto, Gondomar, Portugal
- Duas faces voltadas para um rosto risonho e pequenino. O Sol do nosso dia a dia e a Lua dos nossos sonhos pela Noite.
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sábado, 25 de maio de 2013
terça-feira, 8 de maio de 2012
Adopção, Ao cuidado de quem está à espera, esta criança quer uma família
O titulo é tirado textualmente de blogue do Jorge O que é o Jantar.
Porque de facto não poderia ser mais directo no assunto, e por isso mesmo achei-o bem enquadrado com o resto do texto.
Este assunto diz-nos muito e por isso mesmo nos revemos em parte de todo este processo. Aqui fica transcrito o pedido feito, porque a qualquer criança deve ser dado o DIREITO de ter o AMOR de uma família.
A vontade era imensa em seguir em frente em mais este processo.
Mas actualmente as condições não nos permitem pensar em tal.
Assim aqui fica o pedido da Instituição onde esta criança está:
“O José (nome fictício) é um menino que deseja muito ter uma nova família, tem actualmente 9 anos de idade.
Encontra-se institucionalizado desde 2007, ou seja, há cinco anos, tendo chegado com 4 anos.
Tem uma história familiar muito perturbadora, fruto da sua vivência , o José chegou à instituição com um atraso grave de desenvolvimento e a nível da vinculação muito desorganizado. Ele não dava afecto, não aceitava recebê-lo, agredia os adultos, não pedia, nem se queixava de nada, etc.
O José foi evoluindo muito favoravelmente, conseguiu desenvolver um vínculo afectivo a uma das nossas Irmãs, e já é capaz de receber afecto (gosta muito), de pedir ajuda, de dizer quando está doente, etc. Também já é capaz de procurar afecto, por vezes, espontaneamente.
Finalmente (e infelizmente tão tarde), foi decretada a adopção em Março de 2011, quando já tinha oito anos. Ele foi fazendo o luto da família biológica e atualmente deseja muito ter uma nova família. Quando uma criança sai para adopção ele sofre imenso.
Na escola, o José tem algumas dificuldades, contudo, tem evoluído muito, porque tem muita motivação (apesar das dificuldades ele quer aprender e esforça-se) e adora a professora com quem estabeleceu uma relação afectiva muito positiva. Nunca apresentou problemas de comportamento relacionados com as outras crianças na escola.
O José é jogador federado de hóquei em patins. É o goleador da equipa e joga muito bem. Gosta muito de jogar de computador e de trabalhos manuais. Quando está inspirado faz desenhos muito bonitos.
O José é muito meigo com os bebés, ajuda muito os mais pequeninos e reage muito bem quando sai com famílias amigas. Todas referem como ele se porta bem quando está fora da instituição e num ambiente familiar.
Para mais informações sobre o José deverá contactar para geral@bemmequeres.org
Porque de facto não poderia ser mais directo no assunto, e por isso mesmo achei-o bem enquadrado com o resto do texto.
Este assunto diz-nos muito e por isso mesmo nos revemos em parte de todo este processo. Aqui fica transcrito o pedido feito, porque a qualquer criança deve ser dado o DIREITO de ter o AMOR de uma família.
A vontade era imensa em seguir em frente em mais este processo.
Mas actualmente as condições não nos permitem pensar em tal.
Assim aqui fica o pedido da Instituição onde esta criança está:
“O José (nome fictício) é um menino que deseja muito ter uma nova família, tem actualmente 9 anos de idade.
Encontra-se institucionalizado desde 2007, ou seja, há cinco anos, tendo chegado com 4 anos.
Tem uma história familiar muito perturbadora, fruto da sua vivência , o José chegou à instituição com um atraso grave de desenvolvimento e a nível da vinculação muito desorganizado. Ele não dava afecto, não aceitava recebê-lo, agredia os adultos, não pedia, nem se queixava de nada, etc.
O José foi evoluindo muito favoravelmente, conseguiu desenvolver um vínculo afectivo a uma das nossas Irmãs, e já é capaz de receber afecto (gosta muito), de pedir ajuda, de dizer quando está doente, etc. Também já é capaz de procurar afecto, por vezes, espontaneamente.
Finalmente (e infelizmente tão tarde), foi decretada a adopção em Março de 2011, quando já tinha oito anos. Ele foi fazendo o luto da família biológica e atualmente deseja muito ter uma nova família. Quando uma criança sai para adopção ele sofre imenso.
Na escola, o José tem algumas dificuldades, contudo, tem evoluído muito, porque tem muita motivação (apesar das dificuldades ele quer aprender e esforça-se) e adora a professora com quem estabeleceu uma relação afectiva muito positiva. Nunca apresentou problemas de comportamento relacionados com as outras crianças na escola.
O José é jogador federado de hóquei em patins. É o goleador da equipa e joga muito bem. Gosta muito de jogar de computador e de trabalhos manuais. Quando está inspirado faz desenhos muito bonitos.
O José é muito meigo com os bebés, ajuda muito os mais pequeninos e reage muito bem quando sai com famílias amigas. Todas referem como ele se porta bem quando está fora da instituição e num ambiente familiar.
Para mais informações sobre o José deverá contactar para geral@bemmequeres.org
Retirado do Facebook da Bem me queres
Rosalino
domingo, 18 de março de 2012
Ontem 17 Março 2012. Vinte e quatro meses de gravidez e adopção.
24 meses apôs o dia 17 de maio de 2010, continua todo o processo no qual o T nos vai adoptando.
Dois anos que entraste por estas portas para iluminar com esse teu rosto bonito este lar, que também é o teu lar.
Será que te merecemos realmente, meu filho?
Chego ao final de mais este dia e não sei se o T merecia um Pai que disse-se menos "não".
E que soubesse como educar sem por vezes repreender.
Saber dizer-lhe que o amo muito, embora por vezes sinta que ele fica surpreendido com a minha intransigência.
Saber educar nos dias de hoje é cada vez mais difícil. E ser Pai ou Mãe é complicado.
Muito mais na educação que gostaríamos de dar ao T.
Pois parte da personalidade do T já vinha formada e ás vezes idealizamos aquilo que queríamos e não aquilo que ele é.
Esperamos saber ser bons Pais. E principalmente sabermos ser adoptados.
Por vezes não sei se estou á altura.
Rosalino
PS Meu filho Amamos-te imenso. Embora por vezes te tenhamos que dizer não... Sermos adoptados não é nada fácil.
Dois anos que entraste por estas portas para iluminar com esse teu rosto bonito este lar, que também é o teu lar.
Será que te merecemos realmente, meu filho?
Chego ao final de mais este dia e não sei se o T merecia um Pai que disse-se menos "não".
E que soubesse como educar sem por vezes repreender.
Saber dizer-lhe que o amo muito, embora por vezes sinta que ele fica surpreendido com a minha intransigência.
Saber educar nos dias de hoje é cada vez mais difícil. E ser Pai ou Mãe é complicado.
Muito mais na educação que gostaríamos de dar ao T.
Pois parte da personalidade do T já vinha formada e ás vezes idealizamos aquilo que queríamos e não aquilo que ele é.
Esperamos saber ser bons Pais. E principalmente sabermos ser adoptados.
Por vezes não sei se estou á altura.
Rosalino
PS Meu filho Amamos-te imenso. Embora por vezes te tenhamos que dizer não... Sermos adoptados não é nada fácil.
terça-feira, 13 de março de 2012
Primeiro encontro 13 de Março. Dois anos se passaram
Já lá vão 2 anos. Mas a lembrança continua bem recente nas nossas cabeças.
Eram 9 am desse dia.
Duas fotos nas nossas mãos mostravam uma carinha onde um olhar nos dava a entender que apesar de não mostrarem muita alegria, faziam transparecer uma necessidade de muito carinho.
O encontro deveria ser por volta das 11 a m e a assistente e psicóloga tinham pedido que estivéssemos trinta minutos antes para conversarmos mais um pouco.
Junto daquelas duas fotos nas nossas mãos estavam também os nossos corações.
Já vinham a palpitar desde à uns dias quando olhávamos incessantemente para as fotos do T.
Mas a noite anterior ao dia 13 foi passada até altas horas da madrugada a conversar exclusivamente sobre aquela carinha bonita.
Depois de conversarmos com a psicóloga e a assistente, ficamos a saber que seria um encontro muito breve, para aquilatarem da reacção do T e se fosse necessário rever processos de integração. Existe sempre a possibilidade de haver uma reacção contraria da criança. E para isso, nós estávamos conscientes e ao mesmo tempo receosos.
Mas lá fui conseguindo passar à minha cara metade uma calma aparente, para que o T quando estivesse connosco não notasse isso mesmo.
Aliás a Rosa chegou a dizer que não sabia como é que eu conseguia estar assim tão calmo.
Mas para dizer a verdade até a mim me surpreendi.
Talvez fosse a minha racionalidade a pensar que seria mais benéfico para o encontro com o T, que ele sentisse que a única coisa que interessava era, o Amor que tínhamos para lhe dar.
Assim ás 11 lá fomos nós para uma salinha onde deveríamos esperar pelo dono da carinha que só conhecíamos pelas fotos.
Falamos com a psicóloga da instituição que acompanhava o T, com a terapeuta e lá ficamos nós à espera.
Do outro lado do vidro lá estavam as 2 psicólogas a assistente social e a terapeuta.
Bem tentamos ouvir os seus passinhos a chegar para podermos estar bem preparados. Mas o único som que nos chegou foi de alguém que o trouxe pela mão.
Entrou tímido com os olhinhos virados para o chão e envergonhado.
Quando eu e a Rosa nos ajoelhamos para ficar á altura dele, recebemos um abraço que nunca mais esqueceremos, foi tão apertado e sentido e para a vida toda. Pelos meus olhos quase saltaram uma lágrimas de alegria e de felicidade. Quase caia nessa altura a minha aparente calma que estava a tentar manter.
Na salinha estivemos 10 minutos, entre abraços meiguices e brincadeira.
Depois demos um breve passeio de 20 minutos pelo parque que tem em frente a instituição, sempre sob supervisão das psicólogas e assistente.
O T deixou de olhar para trás na direcção delas ao fim de 5 minutos.
Quando recordamos esse dia e esses breves 30 minutos, o que nos salta ao coração foi uma enorme alegria e Felicidade, por ver que o T se entregou completamente nesse tão curto espaço de tempo.
As próprias psicólogas e assistente ficaram totalmente incrédulas com a reacção positiva de T.
E disseram que pelas primeiras impressões, iria bem mais fácil do que pensavam.
A nossa pior altura desse dia foi ter de levar o T de volta à instituição ao fim de tão pouco tempo.
Já nos parecia que estavam a arrancar algo dos nossos corações.
E para agudizar esse sentimento, foi ver o T a despedir-se de nós com um olhar de quem pede para que não o deixássemos ficar...
Até hoje as nossas maiores lembranças desse dia foram:
O T ter chegado cheio de vergonha e com o olhar fixo no chão, mas rapidamente mudar de atitude. O abraço enorme que nos deu. Os seus sorrisos e risos de alegria. E os olhos triste e chorosos na hora da despedida.
Nessa altura consegui limpar uma lágrima que me saltou sem ter hipótese de a deter.
Mas acho que ninguém reparou.... a não ser a minha cara metade.
Falta dizer que tudo isto aconteceu a uma sexta-feira e que foi o fim de semana mais longo da nossa vida. quando entrei no carro não contive as lágrimas, a pensar no que ele pensaria no fim de semana, doeu-me muito deixa-lo lá, mas o que me deixa com o coração cheio de alegria é que o nosso amor foi tão grande e profundo e na quarta-feira seguinte ficou por definitivo em nossa casa.
Rosalino
Eram 9 am desse dia.
Duas fotos nas nossas mãos mostravam uma carinha onde um olhar nos dava a entender que apesar de não mostrarem muita alegria, faziam transparecer uma necessidade de muito carinho.
O encontro deveria ser por volta das 11 a m e a assistente e psicóloga tinham pedido que estivéssemos trinta minutos antes para conversarmos mais um pouco.
Junto daquelas duas fotos nas nossas mãos estavam também os nossos corações.
Já vinham a palpitar desde à uns dias quando olhávamos incessantemente para as fotos do T.
Mas a noite anterior ao dia 13 foi passada até altas horas da madrugada a conversar exclusivamente sobre aquela carinha bonita.
Depois de conversarmos com a psicóloga e a assistente, ficamos a saber que seria um encontro muito breve, para aquilatarem da reacção do T e se fosse necessário rever processos de integração. Existe sempre a possibilidade de haver uma reacção contraria da criança. E para isso, nós estávamos conscientes e ao mesmo tempo receosos.
Mas lá fui conseguindo passar à minha cara metade uma calma aparente, para que o T quando estivesse connosco não notasse isso mesmo.
Aliás a Rosa chegou a dizer que não sabia como é que eu conseguia estar assim tão calmo.
Mas para dizer a verdade até a mim me surpreendi.
Talvez fosse a minha racionalidade a pensar que seria mais benéfico para o encontro com o T, que ele sentisse que a única coisa que interessava era, o Amor que tínhamos para lhe dar.
Assim ás 11 lá fomos nós para uma salinha onde deveríamos esperar pelo dono da carinha que só conhecíamos pelas fotos.
Falamos com a psicóloga da instituição que acompanhava o T, com a terapeuta e lá ficamos nós à espera.
Do outro lado do vidro lá estavam as 2 psicólogas a assistente social e a terapeuta.
Bem tentamos ouvir os seus passinhos a chegar para podermos estar bem preparados. Mas o único som que nos chegou foi de alguém que o trouxe pela mão.
Entrou tímido com os olhinhos virados para o chão e envergonhado.
Quando eu e a Rosa nos ajoelhamos para ficar á altura dele, recebemos um abraço que nunca mais esqueceremos, foi tão apertado e sentido e para a vida toda. Pelos meus olhos quase saltaram uma lágrimas de alegria e de felicidade. Quase caia nessa altura a minha aparente calma que estava a tentar manter.
Na salinha estivemos 10 minutos, entre abraços meiguices e brincadeira.
Depois demos um breve passeio de 20 minutos pelo parque que tem em frente a instituição, sempre sob supervisão das psicólogas e assistente.
O T deixou de olhar para trás na direcção delas ao fim de 5 minutos.
Quando recordamos esse dia e esses breves 30 minutos, o que nos salta ao coração foi uma enorme alegria e Felicidade, por ver que o T se entregou completamente nesse tão curto espaço de tempo.
As próprias psicólogas e assistente ficaram totalmente incrédulas com a reacção positiva de T.
E disseram que pelas primeiras impressões, iria bem mais fácil do que pensavam.
A nossa pior altura desse dia foi ter de levar o T de volta à instituição ao fim de tão pouco tempo.
Já nos parecia que estavam a arrancar algo dos nossos corações.
E para agudizar esse sentimento, foi ver o T a despedir-se de nós com um olhar de quem pede para que não o deixássemos ficar...
Até hoje as nossas maiores lembranças desse dia foram:
O T ter chegado cheio de vergonha e com o olhar fixo no chão, mas rapidamente mudar de atitude. O abraço enorme que nos deu. Os seus sorrisos e risos de alegria. E os olhos triste e chorosos na hora da despedida.
Nessa altura consegui limpar uma lágrima que me saltou sem ter hipótese de a deter.
Mas acho que ninguém reparou.... a não ser a minha cara metade.
Falta dizer que tudo isto aconteceu a uma sexta-feira e que foi o fim de semana mais longo da nossa vida. quando entrei no carro não contive as lágrimas, a pensar no que ele pensaria no fim de semana, doeu-me muito deixa-lo lá, mas o que me deixa com o coração cheio de alegria é que o nosso amor foi tão grande e profundo e na quarta-feira seguinte ficou por definitivo em nossa casa.
Rosalino
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Segurança Social vai reavaliar programa de apadrinhamento civil. Noticia da TSF
Li hoje está noticia na TSF. E dei comigo a pensar que para alem de desperdiçarem recursos e dinheiro, o Estado faz estudos que começam logo a partida feridos de morte. Ao fim de 10 meses chegam a conclusão que os candidatos são em numero tão pequeno que se traduziu num pleno fracasso? Já era de esperar. Qual é a família de apadrinhamento que consegue ter uma criança ou adolescente, a viver como um filho e sabe que em qualquer altura a família biológica pode retomar as suas ligações?
Acho que muito para além do dinheiro a questão está na defesa e protecção das crianças. 1500 crianças que não podem ser adoptados e estavam dentro deste processo. Não era melhor redefinir parâmetros na questão das actuais leis e das leis da adopção?
Revoguem leis. Ou faças novas. Façam estudos que não se revelem negativos ou infrutíferos. Muito gostava que se lembrassem das crianças como o centro primordial de toda esta questão. E olhassem para elas como um ser que não está limitado por leis ou artigos...
Uma noticia triste num triste dia de chuva...
Rosalino
Acho que muito para além do dinheiro a questão está na defesa e protecção das crianças. 1500 crianças que não podem ser adoptados e estavam dentro deste processo. Não era melhor redefinir parâmetros na questão das actuais leis e das leis da adopção?
Revoguem leis. Ou faças novas. Façam estudos que não se revelem negativos ou infrutíferos. Muito gostava que se lembrassem das crianças como o centro primordial de toda esta questão. E olhassem para elas como um ser que não está limitado por leis ou artigos...
Uma noticia triste num triste dia de chuva...
Rosalino
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Adopção. Estigmas e estratagemas?... Onde fica o espaço da criança e a sua importãncia
Estas palavras surgem apôs o pedido da jornalista Alexandra Borges da TVI, para conseguir ter dados e testemunhos suficientes que lhe fossem úteis, no que diz respeito à adopção singular ou na adopção por homossexuais.
Deixei o pedido no blogue para que fosse possivel através desta grande reportagem analisar todas as situações que envolvem o assunto adopção nas suas mais variáveis situações.
Nada mais queremos do que uma maior e melhor informação chegue a um grande numero de pessoas.
Mas ficou-nos, como se costuma dizer, a pulga atrás da orelha.
As questões levantadas pela jornalista justificam-se e demonstram que tem muita razão para as fazer, porque são muito pertinentes as situações que ela levanta e de uma extrema importância para as crianças que se vêem envolvidas nelas.
Quantas pessoas singulares terão adoptado nessa condição, porque não queriam ou podiam declarar a sua homossexualidade ou união com outrem?
Se isso de facto aconteceu podemos pensar em dois aspectos que condicionaram toda a legalidade dos processos. Isto se de facto aconteceram.
1º Os adoptantes singulares. Que assim se declararam porque se torna mais fácil o processo na adopção. Sonegando à instituição e assistentes que viviam em união com alguém. Fazer crer que a situação é uma e depois se constatar que não...só tem um nome....
2º Os adoptantes que negaram informações quanto à sua sexualidade, com o intuito de terem o processo de adopção a seu favor.
E esses fizeram-no por conveniência. Porque ficaram com receio de que o processo negado. Não lhes tendo sido questionado a possivel união que teriam com outra pessoas como casal ou as implicações que poderiam ter no futuro na criança. Quer no meio em que ela vai viver( social/ escolar / amizade / familiar).
São questões que num caso ou noutro, são precedidos de ilegalidades nas informações prestadas.
E como o interesse primordial aqui é a felicidade de uma criança que está em causa.
O que poderá acontecer a uma criança que é adoptada por alguém que usou destes subterfúgios para obter ilegalmente uma adopção.
Posso partir do pressuposto que em principio a criança vai para um meio que não foi o realmente declarado. E não se pode acusar assistentes sociais de negligencia, porque não à maneira de detectar uma infracção destas.
Espero que não sejam muitos estes tipo de processos e que essas crianças se sintam felizes no meio que integraram.
Mas certamente não é com estes subterfúgios que se tornam processos de adopção legais.
Depois culpem a segurança social e os seus trabalhadores...
Agora e apôs uns dias a meditar sobre a grande reportagem que Alexandra Borges quer fazer, entendo muito bem o seu ponto de vista.
E não me alegra nada pensar no que terá já acontecido em muitos processos.
Força Alexandra Borges. Esperemos que apesar de todas as contrariedades essa grande reportagem possa sair.
Pois todos nós merecemos.
E as crianças muito mais
Rosalino
PS Não se trata de qualquer descriminação ou opinião quanto a quem vai adoptar ou quem deve adoptar.... O problema é constatar factos que decerto ocorreram e estão feridos na sua legalidade.
Quantos de nós temos conhecimento ou pelo menos sabemos que isso aconteceu?
Pena é que não apareçam pessoas com coragem para apontarem casos ou seres exemplos para um maior esclarecimento.
Para todos os envolvidos num processo de adopção, era um esclarecimento em forma de informação, que ajudaria a clarificar muitas coisas.
Afinal não é a Felicidade da criança e o seu bem estar que está em causa?
Deixei o pedido no blogue para que fosse possivel através desta grande reportagem analisar todas as situações que envolvem o assunto adopção nas suas mais variáveis situações.
Nada mais queremos do que uma maior e melhor informação chegue a um grande numero de pessoas.
Mas ficou-nos, como se costuma dizer, a pulga atrás da orelha.
As questões levantadas pela jornalista justificam-se e demonstram que tem muita razão para as fazer, porque são muito pertinentes as situações que ela levanta e de uma extrema importância para as crianças que se vêem envolvidas nelas.
Quantas pessoas singulares terão adoptado nessa condição, porque não queriam ou podiam declarar a sua homossexualidade ou união com outrem?
Se isso de facto aconteceu podemos pensar em dois aspectos que condicionaram toda a legalidade dos processos. Isto se de facto aconteceram.
1º Os adoptantes singulares. Que assim se declararam porque se torna mais fácil o processo na adopção. Sonegando à instituição e assistentes que viviam em união com alguém. Fazer crer que a situação é uma e depois se constatar que não...só tem um nome....
2º Os adoptantes que negaram informações quanto à sua sexualidade, com o intuito de terem o processo de adopção a seu favor.
E esses fizeram-no por conveniência. Porque ficaram com receio de que o processo negado. Não lhes tendo sido questionado a possivel união que teriam com outra pessoas como casal ou as implicações que poderiam ter no futuro na criança. Quer no meio em que ela vai viver( social/ escolar / amizade / familiar).
São questões que num caso ou noutro, são precedidos de ilegalidades nas informações prestadas.
E como o interesse primordial aqui é a felicidade de uma criança que está em causa.
O que poderá acontecer a uma criança que é adoptada por alguém que usou destes subterfúgios para obter ilegalmente uma adopção.
Posso partir do pressuposto que em principio a criança vai para um meio que não foi o realmente declarado. E não se pode acusar assistentes sociais de negligencia, porque não à maneira de detectar uma infracção destas.
Espero que não sejam muitos estes tipo de processos e que essas crianças se sintam felizes no meio que integraram.
Mas certamente não é com estes subterfúgios que se tornam processos de adopção legais.
Depois culpem a segurança social e os seus trabalhadores...
Agora e apôs uns dias a meditar sobre a grande reportagem que Alexandra Borges quer fazer, entendo muito bem o seu ponto de vista.
E não me alegra nada pensar no que terá já acontecido em muitos processos.
Força Alexandra Borges. Esperemos que apesar de todas as contrariedades essa grande reportagem possa sair.
Pois todos nós merecemos.
E as crianças muito mais
Rosalino
PS Não se trata de qualquer descriminação ou opinião quanto a quem vai adoptar ou quem deve adoptar.... O problema é constatar factos que decerto ocorreram e estão feridos na sua legalidade.
Quantos de nós temos conhecimento ou pelo menos sabemos que isso aconteceu?
Pena é que não apareçam pessoas com coragem para apontarem casos ou seres exemplos para um maior esclarecimento.
Para todos os envolvidos num processo de adopção, era um esclarecimento em forma de informação, que ajudaria a clarificar muitas coisas.
Afinal não é a Felicidade da criança e o seu bem estar que está em causa?
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Adopção em 2010
Li á uns dias atrás no blogue da Plataforma Algarve pela vida , o desenvolvimento relativo ao ano de 2010.
E nada me surpreendeu. Pois tudo o que lá se relata tem muito de verdade.
E revi-me nesse processo e na teia de aranha que o envolve.
Bom saber que actualmente a informação que chega aos possíveis adoptantes é muito maior quantidade e melhor e mais esclarecedora.
Pois através das formações e esclarecimentos. muitos ficam a saber a realidade de todo um processo de adopção.
Não é fácil resistir e persistir perante muitas adversidades. Mas os proponentes a adoptantes quando são confrontados coma realidade e mesmo assim continuam em frente, ficam cientes que o tempo de espera é grande e a possibilidade de escolherem crianças não cabe num real processo de adopção.
Por lá passamos e ficamos durante 4 anos nada fáceis á espera do nosso T.
Mas gostaríamos de ter tido a possibilidade de ter uma maior informação.
Aqui fica este pequeno texto do blogue que merece ser lido por quem pensa adoptar.
Acreditem. Pois muitos dos que apôs a primeira entrevista e postos perante todo o processo, continuam a acreditar que podem dar muito Amor a uma criança, que dele está á espera.
Um obrigado P. Algarve pela Vida. Pois muito tem contribuído para esclarecer e ajudar.
Rosalino
E nada me surpreendeu. Pois tudo o que lá se relata tem muito de verdade.
E revi-me nesse processo e na teia de aranha que o envolve.
Bom saber que actualmente a informação que chega aos possíveis adoptantes é muito maior quantidade e melhor e mais esclarecedora.
Pois através das formações e esclarecimentos. muitos ficam a saber a realidade de todo um processo de adopção.
Não é fácil resistir e persistir perante muitas adversidades. Mas os proponentes a adoptantes quando são confrontados coma realidade e mesmo assim continuam em frente, ficam cientes que o tempo de espera é grande e a possibilidade de escolherem crianças não cabe num real processo de adopção.
Por lá passamos e ficamos durante 4 anos nada fáceis á espera do nosso T.
Mas gostaríamos de ter tido a possibilidade de ter uma maior informação.
Aqui fica este pequeno texto do blogue que merece ser lido por quem pensa adoptar.
Acreditem. Pois muitos dos que apôs a primeira entrevista e postos perante todo o processo, continuam a acreditar que podem dar muito Amor a uma criança, que dele está á espera.
Um obrigado P. Algarve pela Vida. Pois muito tem contribuído para esclarecer e ajudar.
Rosalino
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Dia agitadissimo - Consulta e visita das assistentes e o meu regresso ao trabalho
Ontem foi um daqueles dias deveras agitado para nós.
Então para o T, foi mesmo sempre a 200%
Tivemos uma consulta de analise de desenvolvimento no Hospital.
Começa,os pelas 10:30h com medição e pesagem e continuamos com tudo o resto do teste em avaliação.
O peso ficou acrescido de 3 quilos desde que veio para casa, envolvendo o crescimento de 4 cm.
Por isso um pouco acima do peso normal, mas com uma altura que compensa pois está bastante acima da média para a idade.
Indicações: Ter cuidado com a alimentação e fazer com que a alimentação continue equilibrada.
Tudo isto muito rápido, cerca de 10 minutos, até ao inicio do teste de desenvolvimento.
Este teste foi deveras cansativo para o T.
Pois iniciamos pelas 10:45 e terminamos quase ás 12:30h.
Como era a primeira avaliação apôs o período de pré-adopção a doutora fez o teste exaustivamente a todos os níveis.
Levando o T no final do teste a dizer com aquela voz de meio chateado " "não quero mais".
Nós que só assistimos já estávamos verdadeiramente fartos.
Quanto mais o filhote...
A coisa mais agradável no meio desta manhã agitada e cansativa, foi ouvir a doutora dizer que refez tudo o processo do T.
Pois os parâmetros foram largamente superados desde a última consulta com ela.
Tal foi a evolução do T , que ela referiu que a melhor coisa que podia acontecer ao T foi a adopção.
Aliás referiu que já deveria ter acontecido à mais tempo.
Pois também nós dissemos isso e quando lhe respondemos à pergunta que fez relativo ao nosso tempo de espera que foi quase de 4 anos.
A única palavra que lhe saiu foi " Pois... e anda uma criança desta a perder tudo isto".
Ficamos muito contentes e entusiasmados com o relatório feito.
Pois revela que a sua integração está a ser em pleno e com grandes vantagens para o T.
Fomos almoçar para depois podermos receber a visita da Psicóloga e a assistente social, por parte do processo de adopção.
Enquanto almoçávamos recebemos um telefonema da Psicóloga a pedir se poderíamos ser nós a deslocar ao centro de adopção, uma vez que por imperativos fortes teriam de permanecer por lá.
Lá nos deslocamos ao centro e tivemos um contacto que espantou realmente as duas (psicóloga e assistente), pela positiva.
Diziam que nem reconheciam o T no aspecto em geral e ainda mais no aspecto de socialização.
Brincou com as assistente, falou abertamente com elas, provocou risadas e boa disposição. Penteou as assistentes, brincou com as coisas da cozinha, servindo bebidas a todos e o almoço.
E nos intervalos das suas acções, lá foi nos deixando falar sobre ele.
Mas sempre dando a entender que sabia que o assunto da conversa era ele mesmo.
Depois fizeram-nos as perguntas habituais e quiseram saber como o T se sente integrado na nova família.
No final disseram que se nota até nos nossos olhos e nos do T que podem estar tranquilas.
Que de facto é um caso que está a decorrer dentro das melhores expectativas.
Quer para nós quer para o T.
Quiseram ver as fotos do T e ficaram admiradas com o rol de gente com quem o T tem lidado.
Claro que isso já era de esperar.
Pois as nossas vidas sempre foram muito intensas e diversificadas em relação ás nossas actividades.
Mas o T surpreendeu com a sua capacidade de relacionamento.
Ao principio estávamos receosos.
Mas o T tratou de nos deixar tranquilos com a rapidez de ligação com todos.
Começamos pelas 15:30 e terminamos quase ás 17:15.
No final estávamos cansados e felizes.
Pois toda a avaliação que este dia envolvia, resultou em pleno.
Para grande satisfação nossa e para a do T.
Então para o T, foi mesmo sempre a 200%
Tivemos uma consulta de analise de desenvolvimento no Hospital.
Começa,os pelas 10:30h com medição e pesagem e continuamos com tudo o resto do teste em avaliação.
O peso ficou acrescido de 3 quilos desde que veio para casa, envolvendo o crescimento de 4 cm.
Por isso um pouco acima do peso normal, mas com uma altura que compensa pois está bastante acima da média para a idade.
Indicações: Ter cuidado com a alimentação e fazer com que a alimentação continue equilibrada.
Tudo isto muito rápido, cerca de 10 minutos, até ao inicio do teste de desenvolvimento.
Este teste foi deveras cansativo para o T.
Pois iniciamos pelas 10:45 e terminamos quase ás 12:30h.
Como era a primeira avaliação apôs o período de pré-adopção a doutora fez o teste exaustivamente a todos os níveis.
Levando o T no final do teste a dizer com aquela voz de meio chateado " "não quero mais".
Nós que só assistimos já estávamos verdadeiramente fartos.
Quanto mais o filhote...
A coisa mais agradável no meio desta manhã agitada e cansativa, foi ouvir a doutora dizer que refez tudo o processo do T.
Pois os parâmetros foram largamente superados desde a última consulta com ela.
Tal foi a evolução do T , que ela referiu que a melhor coisa que podia acontecer ao T foi a adopção.
Aliás referiu que já deveria ter acontecido à mais tempo.
Pois também nós dissemos isso e quando lhe respondemos à pergunta que fez relativo ao nosso tempo de espera que foi quase de 4 anos.
A única palavra que lhe saiu foi " Pois... e anda uma criança desta a perder tudo isto".
Ficamos muito contentes e entusiasmados com o relatório feito.
Pois revela que a sua integração está a ser em pleno e com grandes vantagens para o T.
Fomos almoçar para depois podermos receber a visita da Psicóloga e a assistente social, por parte do processo de adopção.
Enquanto almoçávamos recebemos um telefonema da Psicóloga a pedir se poderíamos ser nós a deslocar ao centro de adopção, uma vez que por imperativos fortes teriam de permanecer por lá.
Lá nos deslocamos ao centro e tivemos um contacto que espantou realmente as duas (psicóloga e assistente), pela positiva.
Diziam que nem reconheciam o T no aspecto em geral e ainda mais no aspecto de socialização.
Brincou com as assistente, falou abertamente com elas, provocou risadas e boa disposição. Penteou as assistentes, brincou com as coisas da cozinha, servindo bebidas a todos e o almoço.
E nos intervalos das suas acções, lá foi nos deixando falar sobre ele.
Mas sempre dando a entender que sabia que o assunto da conversa era ele mesmo.
Depois fizeram-nos as perguntas habituais e quiseram saber como o T se sente integrado na nova família.
No final disseram que se nota até nos nossos olhos e nos do T que podem estar tranquilas.
Que de facto é um caso que está a decorrer dentro das melhores expectativas.
Quer para nós quer para o T.
Quiseram ver as fotos do T e ficaram admiradas com o rol de gente com quem o T tem lidado.
Claro que isso já era de esperar.
Pois as nossas vidas sempre foram muito intensas e diversificadas em relação ás nossas actividades.
Mas o T surpreendeu com a sua capacidade de relacionamento.
Ao principio estávamos receosos.
Mas o T tratou de nos deixar tranquilos com a rapidez de ligação com todos.
Começamos pelas 15:30 e terminamos quase ás 17:15.
No final estávamos cansados e felizes.
Pois toda a avaliação que este dia envolvia, resultou em pleno.
Para grande satisfação nossa e para a do T.
Pois é, tudo passa a correr e amanhã já volto para o trabalho. Temos falado com o T sobre isso e ele não concorda muito, mas entende que temos de trabalhar para não faltar a comida e outras coisas importantes.
Doi-me o coração só de pensar: Como será o dia dele? Sentirá muito a minha falta?
Doi-me o coração só de pensar: Como será o dia dele? Sentirá muito a minha falta?
Foram 4 meses quase coladinhos, mas ele é um filhote muito forte, e diz: mamã é só um cadinho.
Darei noticias sobre o meu primeiro dia sem o T.
Rosalino
terça-feira, 8 de junho de 2010
Familia como Instituição. Por onde anda?
Uma pergunta que anda muito em ebulição perante situações adversas que se vão constatando hoje em dia.
Vemos os valores familiares serem deturpados consoante os interesses das pessoas.
E perante os últimos desenvolvimentos sociais, ficamos garantidamente perplexos ao ver para onde a situação caminha.
Sem querer tomar partido da situação e perante os últimos desenvolvimentos, gostaria de saber:
1º Qual a opinião generalizada dos casamentos homossexuais e as suas implicações perante uma criança?
2ª Que implicações futuramente terá no desenvolvimento emocional dessa criança?
3º Que capacidade terá ela quando tiver de enfrentar opiniões contrarias, quer na escola quer no sociedade em si?
4ª Acreditamos piamente que a criança com 2 seres do mesmo sexo terá o mesmo desenvolvimento emocionalmente equilibrado que uma família convencional ( Pai/Mãe)?
5ª Por ultima e não menos importante ( aliás a que nos diz mais directamente respeito). Uma criança poderá ser adoptada por uma ligação de dois seres do mesmo sexo, ultrapassando qualquer outro casal que está já á longos anos á espera de uma adopção?
Questões que tocam fundo no fundamento de familia e nas crianças. E muito profundamente na adopção.
Pois o seguinte passo será esse mesmo.
Rosalino
PS Deixo aqui uma simples opinião minha, para não dizerem que me abstrai da questão ( Rosalino H):
Não sou a favor nem contra a LIGAÇÃO de dois seres do mesmo sexo. Com todos os direitos civis que deles advêm. É um direito que lhes assite.
Agora chamar dar o sentido de Família a uma ligação dessas, discordo plenamente.
Ainda mais discordo da possibilidade de adopção por casais nesse tipo de ligação.
Pois a questão em si é a criança e o seu bom desenvolvimento emocional e equilibrado.
E terem a possibilidade de ultrapassarem casais que estão nas chamadas filas de espera para adopção.
Isso seria descriminação para esses casais
PS2 Gostaria de ver uma "discussão" sadia e motivante no conteúdo da questão. E como andam os valores Familiares instituídos.
Vemos os valores familiares serem deturpados consoante os interesses das pessoas.
E perante os últimos desenvolvimentos sociais, ficamos garantidamente perplexos ao ver para onde a situação caminha.
Sem querer tomar partido da situação e perante os últimos desenvolvimentos, gostaria de saber:
1º Qual a opinião generalizada dos casamentos homossexuais e as suas implicações perante uma criança?
2ª Que implicações futuramente terá no desenvolvimento emocional dessa criança?
3º Que capacidade terá ela quando tiver de enfrentar opiniões contrarias, quer na escola quer no sociedade em si?
4ª Acreditamos piamente que a criança com 2 seres do mesmo sexo terá o mesmo desenvolvimento emocionalmente equilibrado que uma família convencional ( Pai/Mãe)?
5ª Por ultima e não menos importante ( aliás a que nos diz mais directamente respeito). Uma criança poderá ser adoptada por uma ligação de dois seres do mesmo sexo, ultrapassando qualquer outro casal que está já á longos anos á espera de uma adopção?
Questões que tocam fundo no fundamento de familia e nas crianças. E muito profundamente na adopção.
Pois o seguinte passo será esse mesmo.
Rosalino
PS Deixo aqui uma simples opinião minha, para não dizerem que me abstrai da questão ( Rosalino H):
Não sou a favor nem contra a LIGAÇÃO de dois seres do mesmo sexo. Com todos os direitos civis que deles advêm. É um direito que lhes assite.
Agora chamar dar o sentido de Família a uma ligação dessas, discordo plenamente.
Ainda mais discordo da possibilidade de adopção por casais nesse tipo de ligação.
Pois a questão em si é a criança e o seu bom desenvolvimento emocional e equilibrado.
E terem a possibilidade de ultrapassarem casais que estão nas chamadas filas de espera para adopção.
Isso seria descriminação para esses casais
PS2 Gostaria de ver uma "discussão" sadia e motivante no conteúdo da questão. E como andam os valores Familiares instituídos.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Adopção e Adoptantes – O perfil perfeito?
O título parece um pouco à procura de estereótipo de um final feliz, que não aconteceu. Mas muitas vezes ficamos surpresos com o resultado
Tudo surgiu pelas procuras que faço através da internet e sites que sejam (ou me pareçam) fidedignos, para ler sobre assunto relativos à adopção.
Procurava eu algo sobre o que pessoalmente nós adoptantes, Associações e blogs ou até mesmo, um só artigo perdido que me referenciasse, o perfil de um adoptante perfeito.
Sabendo eu que todos somos Humanos e todos cometemos erros, não esperava encontrar esse perfil. Antes umas pequenas palavras que me dessem alguma indicação desse perfil existente.
Assim e após muita procura e tentativa de investigação, cheguei a conclusão que é mais fácil encontrar na internet, perfis de adoptantes “perfeitos” para animais, do que para crianças.
Aliás se quiserem constatar esse facto basta ir a um dos motores de buscar e colocar a respectiva procura.
O que irão encontrar são sites mais preocupados em defender os pobres animais da tentativa de maus adoptantes, do que sites a referir adopção de crianças.
Mesmo em Portugal isso é um facto.
Em qualquer dos 3 motores de busca (mais procurados), quando se tenta relacionar adopção como tema que nos toca profundamente,o que vemos surgir são os sites sobre adopção de animais.
Os sites sobre adopção de animais triplicam em relação ao assunto adopção de crianças.Não deveria ser o contrario?
Constatem vocês mesmos. Mas nada tenho contra os animais.
O que quero deixar aqui espresso é uma serie de perguntas, que me fizeram pensar muito e me deixaram inquieto:
Mas não será um desconforto para nós, os prováveis adoptantes, verificar que existe mais informação sobre a adopção de animais do que crianças?
Não é desconcertante verificar que existem números e listas (nos vários sites e blogs), sobre animais e nenhuma sobre crianças?
Procurar algo que nos ajude a encontrar e a entender certos factos relativos à adopção ( por mais absurdos que sejam), e a reacção dos adoptados. E em vez disso encontrar todo o tipo de tratamento, dicas,ajudas e clínicas para animais adoptados?
Como reagir perante uma situação difícil de resolver adoptado/adoptante?
Estas perguntas ficam no ar. Muitos dirão que existem ajudas de psicólogos e assistentes, etc.
Mas então eu pergunto:
Porque se nota uma maior preocupação na internet, para as necessidades dos animais do que para com as crianças e futuros adoptantes?
Em conclusão: Acho que com os nossos espaços fazemos mais entre nós com os nossos blogs e sites, do que realmente deveria ser feito por quem tem essa obrigação.
Provavelmente também somos um pouco culpados dessa situação.
Deveríamos divulgar mais e com melhor informação. Deveríamos dar mais entre ajuda. E sermos mais solidários.
È só mais uma mera opiniãoo.
Rosalino
Tudo surgiu pelas procuras que faço através da internet e sites que sejam (ou me pareçam) fidedignos, para ler sobre assunto relativos à adopção.
Procurava eu algo sobre o que pessoalmente nós adoptantes, Associações e blogs ou até mesmo, um só artigo perdido que me referenciasse, o perfil de um adoptante perfeito.
Sabendo eu que todos somos Humanos e todos cometemos erros, não esperava encontrar esse perfil. Antes umas pequenas palavras que me dessem alguma indicação desse perfil existente.
Assim e após muita procura e tentativa de investigação, cheguei a conclusão que é mais fácil encontrar na internet, perfis de adoptantes “perfeitos” para animais, do que para crianças.
Aliás se quiserem constatar esse facto basta ir a um dos motores de buscar e colocar a respectiva procura.
O que irão encontrar são sites mais preocupados em defender os pobres animais da tentativa de maus adoptantes, do que sites a referir adopção de crianças.
Mesmo em Portugal isso é um facto.
Em qualquer dos 3 motores de busca (mais procurados), quando se tenta relacionar adopção como tema que nos toca profundamente,o que vemos surgir são os sites sobre adopção de animais.
Os sites sobre adopção de animais triplicam em relação ao assunto adopção de crianças.Não deveria ser o contrario?
Constatem vocês mesmos. Mas nada tenho contra os animais.
O que quero deixar aqui espresso é uma serie de perguntas, que me fizeram pensar muito e me deixaram inquieto:
Mas não será um desconforto para nós, os prováveis adoptantes, verificar que existe mais informação sobre a adopção de animais do que crianças?
Não é desconcertante verificar que existem números e listas (nos vários sites e blogs), sobre animais e nenhuma sobre crianças?
Procurar algo que nos ajude a encontrar e a entender certos factos relativos à adopção ( por mais absurdos que sejam), e a reacção dos adoptados. E em vez disso encontrar todo o tipo de tratamento, dicas,ajudas e clínicas para animais adoptados?
Como reagir perante uma situação difícil de resolver adoptado/adoptante?
Estas perguntas ficam no ar. Muitos dirão que existem ajudas de psicólogos e assistentes, etc.
Mas então eu pergunto:
Porque se nota uma maior preocupação na internet, para as necessidades dos animais do que para com as crianças e futuros adoptantes?
Em conclusão: Acho que com os nossos espaços fazemos mais entre nós com os nossos blogs e sites, do que realmente deveria ser feito por quem tem essa obrigação.
Provavelmente também somos um pouco culpados dessa situação.
Deveríamos divulgar mais e com melhor informação. Deveríamos dar mais entre ajuda. E sermos mais solidários.
È só mais uma mera opiniãoo.
Rosalino
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Uma Historia de Adopção e opinião

Foi junto as plantinhas que cresciam nas margens do Rio Nilo que aconteceu um caso de adopção muito bem relatado na Bíblia. Uma princesa egípcia decidiu assumir como seu filho o menino perdido, abandonado, num cesto que encontrara no rio. A sua mãe biológica ficou como sua ama.
Era adolescente quando a adopção foi formalizada passando a com a sua mãe adoptiva, no palácio de Faraó. Chamou-lhe Moisés – que significa “tirado das águas”, nome que lhe recordaria para sempre a sua origem e o contexto socio-político do tempo do seu nascimento.
Em Portugal a adopção foi introduzida no Código Civil no direito de família há três décadas. Reconhecida como uma iniciativa de todo louvável, a verdade é que entre nós tem-se desenvolvido e cimentado a ideia de se tratar de um processo moroso e difícil, impressão que não se mostra destituída de fundamento a avaliar pelos inúmeros testemunhos de tentativas frustradas de adopção ou longos períodos de espera que todos conhecemos e que vemos publicadas nos inúmeros sites por onde passamos.
Sabe-se que são mais de dez mil as crianças que no nosso país vivem em instituições, desprovidas de adequado suporte familiar, na vida de quem a adopção faria a grande diferença!
É bom lembrar aqui que embora deva ter um ambiente familiar, e seja de louvar todo o esforço que se faça nesse sentido, uma instituição de acolhimento, seja ela qual for, não é uma família. Não o é pela sua própria natureza, pelo número de pessoas que agrega, pela forma colectiva como, necessariamente, se organiza. Também não é uma família pela incapacidade inerente à própria criança de estabelecer e consolidar vínculos íntimos a um universo alargado de pessoas, ao invés de uma relação mais ilimitada e próxima.
A integração de uma criança numa instituição deve ser à partida transitória e tão breve quanto possível, só se admitindo de longo termo se esgotados todos os meios de encaminhamento para a integração numa família (seja de origem, de adopção ou de acolhimento)
Sabe-se que o perfil mais procurado para adopção são as crianças de idade não superior aos 4 ou 5 anos, de etnia branca, saudáveis. Esta preferência deixa de fora muitas crianças igualmente providas de condições para um processo de adopção bem sucedido e necessitadas de uma integração familiar. No entanto existem casais que não se importam de todo se a criança é de outra raça ou etnia, parecendo que a dificuldade é a mesma..
Trata-se de uma experiência extraordinariamente enriquecedora para a criança, e também para o casal. Era necessário que o processo fosse menos extenso, menos burocrático e muito mas muito mais eficiente.
Perante tudo isto só quero deixar aqui um aparte: nós não escolhemos nem raça, nem cor nem a etnia, já mudamos a idade para 5, 6 anos e dissemos que nunca separaríamos irmãos, depois disso que mais podemos dizer.
Imagem retirada da internet
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Os Números conhecidos da adopção
Perante estes números, as diversas escolhas, pergunto ainda estou em lista de espera porquê?
Em Março, 2.154 crianças estavam em situação de adoptabilidade, a maioria com idades compreendidas entre os zero e os 10 anos.
Deste total, 811 têm adopção decretada, 626 estão em fase de pré-adopção, 554 aguardam proposta de candidato, 101 estão em vias de integração no seio familiar e 34 estão com alteração do projecto de vida.
Ainda segundo os mesmos dados, dessas 2.154 crianças, 579 têm até três anos, 560 têm entre os quatro e os seis anos, 554 entre os sete e os dez anos, 398 entre os onze e os quinze anos e 63 têm mais de 15 anos.
Já quanto aos candidatos, as listas revelam que existem 2.541 seleccionados e 2.466 a aguardar resposta, preferindo a maioria crianças caucasianas (2.102).
Os números indicam ainda que 2.396 candidatos manifestam a preferência por crianças até aos três anos e 1.296 gostariam de adoptar crianças entre os quatro e os seis anos.
Quanto à preferência por sexos, 699 candidatos gostariam de adoptar meninas e 225 rapazes.
Do total de candidatos à adopção, 10 manifestam vontade de adoptar uma das 103 crianças com deficiência a viver em instituições com condições para serem adoptadas, enquanto outros quatro não colocam obstáculos à adopção de uma das 112 com problemas de saúde graves.
Noticia completa em:http://diario.iol.pt/sociedade/adopcao-instituicao-portugal-numeros-processo-tvi24/1054849-4071.html
Em Março, 2.154 crianças estavam em situação de adoptabilidade, a maioria com idades compreendidas entre os zero e os 10 anos.
Deste total, 811 têm adopção decretada, 626 estão em fase de pré-adopção, 554 aguardam proposta de candidato, 101 estão em vias de integração no seio familiar e 34 estão com alteração do projecto de vida.
Ainda segundo os mesmos dados, dessas 2.154 crianças, 579 têm até três anos, 560 têm entre os quatro e os seis anos, 554 entre os sete e os dez anos, 398 entre os onze e os quinze anos e 63 têm mais de 15 anos.
Já quanto aos candidatos, as listas revelam que existem 2.541 seleccionados e 2.466 a aguardar resposta, preferindo a maioria crianças caucasianas (2.102).
Os números indicam ainda que 2.396 candidatos manifestam a preferência por crianças até aos três anos e 1.296 gostariam de adoptar crianças entre os quatro e os seis anos.
Quanto à preferência por sexos, 699 candidatos gostariam de adoptar meninas e 225 rapazes.
Do total de candidatos à adopção, 10 manifestam vontade de adoptar uma das 103 crianças com deficiência a viver em instituições com condições para serem adoptadas, enquanto outros quatro não colocam obstáculos à adopção de uma das 112 com problemas de saúde graves.
Noticia completa em:http://diario.iol.pt/sociedade/adopcao-instituicao-portugal-numeros-processo-tvi24/1054849-4071.html
Adopção - As perguntas mais frequentes.
Ao passar por vários blogues sites e noticias em geral sobre adopção.
Constatei que tem perguntas que são referidas enumeras vezes e para as quais nunca são encontradas respostas.
Muitas delas acho que deveriam ter uma respostas simples.
Porque se ficam complicadas ao serem respondidas, nunca deixa a resposta claramente satisfatória.
Ao ler hoje um blogue de uma amiga nossa, muitas dessas perguntas voltaram a aparecer.
E desta vez nos comentários que foram feitos, elas são repetidas incessantemente.
E muitas mais nos vêm ao pensamento. Principalmente aos casais como nós, que estão á mais de 3 anos e meio com o processo em aberto.
Deixo aqui as perguntas que vi serem mais usuais.
Mas o interesse era deixar a vossa consideração, quais as respostas que mais gostariam de ver satisfeitas:
Será que interessa a alguém este tipo de demoras?
Será que as processos não são todos iguais?
Será que os procedimentos são iguais em todo o lado?
Será que tem algo que seja extra processo, que ajude a uma mais rápida adopção?
Será que apesar dos anos avançarem e as leis modificarem, os processos são mais longos?
Será que as crianças têm de ficar mais tempo em casas de acolhimento, simplesmente porque é difícil encontrar Pais para os adoptarem?
Será que os processos têm de ser tão penosos, para as crianças como para os pretendentes a adoptar?
Já ouvimos falar muitas vezes na lista Nacional de crianças adoptáveis. Será que funciona? E se funciona, como?
Estas foram as que mais vi serem apresentadas.
Mas gostaria de ver quais as que mais nos/vos preocupam.
Deixem a vossa opinião se possível directa e objectiva
Constatei que tem perguntas que são referidas enumeras vezes e para as quais nunca são encontradas respostas.
Muitas delas acho que deveriam ter uma respostas simples.
Porque se ficam complicadas ao serem respondidas, nunca deixa a resposta claramente satisfatória.
Ao ler hoje um blogue de uma amiga nossa, muitas dessas perguntas voltaram a aparecer.
E desta vez nos comentários que foram feitos, elas são repetidas incessantemente.
E muitas mais nos vêm ao pensamento. Principalmente aos casais como nós, que estão á mais de 3 anos e meio com o processo em aberto.
Deixo aqui as perguntas que vi serem mais usuais.
Mas o interesse era deixar a vossa consideração, quais as respostas que mais gostariam de ver satisfeitas:
Será que interessa a alguém este tipo de demoras?
Será que as processos não são todos iguais?
Será que os procedimentos são iguais em todo o lado?
Será que tem algo que seja extra processo, que ajude a uma mais rápida adopção?
Será que apesar dos anos avançarem e as leis modificarem, os processos são mais longos?
Será que as crianças têm de ficar mais tempo em casas de acolhimento, simplesmente porque é difícil encontrar Pais para os adoptarem?
Será que os processos têm de ser tão penosos, para as crianças como para os pretendentes a adoptar?
Já ouvimos falar muitas vezes na lista Nacional de crianças adoptáveis. Será que funciona? E se funciona, como?
Estas foram as que mais vi serem apresentadas.
Mas gostaria de ver quais as que mais nos/vos preocupam.
Deixem a vossa opinião se possível directa e objectiva
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A Adopção de Crianças
A adopção é o vínculo semelhança da filiação natural, mas é independente dos laços de sangue, que se estabelecem legalmente entre adoptantes e adoptados.
Existem muitas crianças que necessitam de um colo, de carinho, atenção, compreensão e acima de tudo de muito amor. As Crianças precisam de uma familia que as ame e conforte, que façam delas os grandes Homens e Mulheres do amanhã.
Existem muitas crianças que necessitam de um colo, de carinho, atenção, compreensão e acima de tudo de muito amor. As Crianças precisam de uma familia que as ame e conforte, que façam delas os grandes Homens e Mulheres do amanhã.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
As imensas perguntas que nos assaltam

Durante o processo foram muitas as perguntas que nos assaltaram ás nossas mentes.
E ainda durante este tempo de espera na adopção as perguntas se multiplicaram.
Muitas delas ficaram (para inquietação de todos) muitas vezes por serem respondidas.
Temos enumeras a fazer. Mas achamos por bem deixar ao sabor da vontade dos nossos Amigos, lançar um repto para ver quais as mais prementes.
Afinal é este o propósito deste blog. Partilhar duvidas certezas e alegrias e desânimos.
Assim fica lançada a ideia.
Gostaríamos de ver quais são as perguntas mais importantes. E ver quem as poderá responder (partilhando)
Obrigado desde já
RosaLino
Imagem retirada da internet
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Adopção

A adopção é tema de grande actualidade e emerge quando se disserta sobre quem pode e quer adoptar ou sempre que se fala de crianças e jovens em risco, sem retaguarda familiar ou institucionalizados.
À semelhança da filiação natural, mas independentemente dos laços de sangue, a adopção é o vínculo que se estabelece legalmente entre duas pessoas. Existem dois tipos de adopção: adopção plena e adopção restrita. No primeiro caso, o adoptado adquire a situação de filho do adoptante, integrando-se na sua família, extinguindo-se consequentemente as relações familiares entre a criança e os seus ascendentes e colaterais naturais. Não é revogável, nem mesmo por acordo das partes. Os direitos sucessórios dos adoptados são os mesmos dos descendentes naturais. No segundo caso, o da adopção restrita, o adoptado conserva todos os direitos e deveres em relação à família natural, salvas algumas restrições estabelecidas na lei. Pode ser revogada se os pais adoptivos não cumprirem os seus deveres e pode ser convertida em adopção plena mediante requerimento do adoptante e desde que se verifiquem as condições exigidas.
As crianças ou jovens institucionalizados vivem em lares e, presentemente, são cerca de onze mil, a maioria dos quais adolescentes a partir dos 12 anos. Desses, apenas 11 por cento têm como projecto de vida a adopção, até porque muitos já não têm idade para ser alvo dessa medida (o limite são os 15 anos). Os lares são uma resposta cuja função, tanto quanto possível, é substituir a família de origem das crianças e jovens desprovidos dessa estrutura indispensável à sua socialização.
Para além da adopção e da institucionalização, ainda pode ser considerado o acolhimento familiar, que é uma prestação de acção social que consiste em, temporariamente, fazer acolher crianças e jovens cuja família natural não esteja em condições de desempenhar a sua função socioeducativa por famílias consideradas idóneas para a prestação desse serviço.
Imagem retirada da internet
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