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Porto, Gondomar, Portugal
Duas faces voltadas para um rosto risonho e pequenino. O Sol do nosso dia a dia e a Lua dos nossos sonhos pela Noite.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Esperança de Natal



Noite fria,

de corpo a tremer,

pensei que ia ver-te nesse dia,

mas resolveste não aparecer.


Procuro-te por todos os lados,

por vales, montes e colinas,

por entre os ceús estrelados,

no meio das festas das serpentinas.


Procuro e torno a procurar,

e quando te encontro,

Só te posso amar,

aconchego-te ao meu ombro,

para que não voltes a chorar.


Cada dia é um sonho,

cada dia uma lembrança,

é esse sonho,

que alimenta a minha esperança.


De te ter nos meus braços,

de ver-te brincar com o papá,

não fui ainda hoje nem ontem,

quem sabe...

será amanhã!


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domingo, 13 de dezembro de 2009

Frases/ comentarios e as compras.


Este fim-de-semana tivemos de ir ás compras.
Infelizmente quer se queira, quer não, ficamos todos um pouco reféns do consumismo.
Bonito foi ver algumas reacções comentários e acções das crianças.
Deixam-nos espantados.

Estávamos nós numa área de uma superfície comercial que tem de tudo um pouco (livros/CDS/Filmes/ informática/ café e espectáculo de música de natal clássica ao vivo), e deparamos com situações deveras engraçadas.
Na secção de livros infantis vem uma chiquitita rabicha de uns 4 anitos a dizer ao Pai.
" Pai estás a enganar-me. O livro que procuro não está aqui"


Resposta do pai a tentar sossegar a rabicha: "Estamos sim filhota na parte dos livros infantis, só que não o encontro”
Resposta imediata "Senão sabes perguntas aquelas meninas que ajudam. Assim nunca mais compramos o livro”


(Pensamento meu): Despachada esta Chica. Assim fica com mais tempo para outras compras. Logicamente era uma menina – de pequenina se torce o pepino.

Outro mas mais crescido (ainda na secção dos livros – mas para os mais adultos): "Ó Pai compra aquele livro dos transformers".

Pai (a tentar minimizar os custos das compras): “Filho já levo aqui 3 livros e são caros. Se comprar mais um já não dá para comprar as outras coisas”.
Resposta: "Mais Pai, se comprares mais um aproveitas a campanha e levas um de graça. E assim posso escolher o que vem de graça. Assim não gastas mais para livros


(Pensamento meu): Olha lá um economista de futuro. O aproveitador das campanhas, para menos gastos. Com maior lucro para si mesmo. Voto neste futuro ministro de economia.

Nos já na secção de pagamento e eu já pronto a pagar, reparamos num bebé que chorava imenso.(pois coitado até a mim me apetecia chorar de tanto esperar).
A Mãe lá beneficiou do choro do bebé e passou à frente de toda a gente para poder dar o leite ou mudar a fralda ao bebé. E eu todo contente com um sorriso nos lábios.
Pois assim a criança não teria de esperar pela avidez das pessoas nas compras.
E consequentemente na diminuição da fila de pagamento.
A senhora com o bebé de uma cara comprometida, ficou com um sorriso rasgado de orelha a orelha, quando pode sossegar o bebé.

(Pensamento meu) Olha o quanto uma criança mesmo inocentemente ajuda um adulto, ainda que tão pequenino.

Já agora vou deixar uma pergunta que para mim é deveras importante, para num futuro já saber o que me espera.

Um Pai num jardim com uma criança pela mão ou no berço deixa as senhoras todas babadas pela criança/bebé? E O pai sente-se bem entre as ditas senhoras que rodeiam as crianças?


Apesar de não gostar de andar nas confusões, sempre foi possível ver estas artimanhas, malandrices e as ideias das crianças.
Elas sempre com um sorriso nos olhos. E claro os Pais sempre muito preocupados em conciliar a vontade dos filhotes com o orçamento disponível. Para os deixarem felizes.

PS Nem sempre as compras podem um caos. Estas pequenas coisas ajudam a ultrapassar as filas e os tormentos

Rosalino

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Conto - A arvore e o menino

Como já devem ter reparado, adoro contos. E se possível contos que levem as crianças a fazerem montes de perguntas no final da historia e os façam pensar.
Um deles vou deixar aqui para ser lido vezes sem conta.
Porque apesar de ser uma historia com uma mensagem concreta para o entendimento das crianças, falta-nos muitas vezes essa sensibilidade de nos deixarmos ser crianças e simplesmente receber a mensagem com a mesma sensibilidade.
Nesta época que se avizinha os valores morais muitas vezes ficam no ultimo plano, isso porque a sociedade nos "chama" pelos valores materiais.
A Amizade. A Ajuda. A Partilha. A Bondade.O Respeito

O respeito pelo nossos próprios valores têm de ser valorizados quer por nós, quer principalmente pelo nosso futuro. As CRIANÇAS.

Mas chega de moralismos e deixemos que o conto nos ajude a entender isso mesmo.




A Árvore generosa

Era uma vez uma Árvore que amava um Menino.

E todos os dias, o Menino vinha e juntava suas folhas.
E com elas fazia coroas de rei.
E com a Árvore, brincava de rei da floresta.

Subia em seu grosso tronco, balançava-se em seus galhos!

Comia seus frutos.
E quando ficava cansado, o Menino repousava à sua sombra
fresquinha.

O Menino amava a Árvore profundamente.
E a Árvore era feliz!

Mas o tempo passou e o Menino cresceu!
Um dia, o Menino veio e a Árvore disse:
"Menino, venha subir no meu tronco, balançar-se nos meus
galhos, repousar à minha sombra e ser feliz!"

"Estou grande demais para brincar", o Menino
respondeu. "Quero comprar muitas coisas. Você tem algum
dinheiro que possa me oferecer?"

"Sinto muito", disse a Árvore, "eu não tenho dinheiro.
Mas leve os frutos, Menino. Vá vendê-los na cidade,
então terá o dinheiro e você será feliz!"

E assim o Menino subiu pelo tronco, colheu os frutos e
levou-os embora.

E a Árvore ficou feliz!

Mas o Menino sumiu por muito tempo...
E a Árvore ficou tristonha outra vez.

Um dia, o Menino veio e a Árvore estremeceu tamanha a
sua alegria, e disse: "Venha, Menino, venha subir no meu
tronco, balançar-se nos meus galhos e ser feliz".

"Estou muito ocupado pra subir em Árvores", disse o
menino.
"Eu quero uma esposa, eu quero ter filhos, pra isso é
preciso que eu tenha uma casa. Você tem uma casa pra me
oferecer?"

"Eu não tenho casa", a Árvore disse. "Mas corte meus
galhos, faça a sua casa e seja feliz."

O Menino depressa cortou os galhos da Árvore e levou-os
embora pra fazer uma casa.

E a Árvore ficou feliz!

O Menino ficou longe por um longo, longo tempo, e no
dia que voltou, a Árvore ficou alegre, de uma alegria
tamanha que mal podia falar.
"Venha, venha, meu Menino", sussurrou, "Venha brincar!"

"Estou velho para brincar", disse o Menino, "e estou
também muito triste."
"Eu quero um barco ligeiro que me leve pra bem longe.
Você tem algum barquinho que possa me oferecer?"

"Corte meu tronco e faça seu barco", a Árvore disse.
"Viaje pra longe e seja feliz!"

O Menino cortou o tronco, fez um barco e viajou.

E a Árvore ficou feliz, mas não muito!

Muito tempo depois, o Menino voltou.

"Desculpe, Menino", a Árvore disse, "não tenho mais
nada pra te oferecer. Os frutos já se foram."

"Meus dentes são fracos demais pra frutos", falou o
Menino.

"Já se foram os galhos para você balançar", a Árvore
disse.

"Já não tenho idade pra me balançar", falou o menino.

"Não tenho mais tronco pra você subir", a Árvore disse.
"Estou muito cansado e já não sei subir", falou o Menino.

"Eu bem que gostaria de ter qualquer coisa pra lhe
oferecer", suspirou a Árvore. "Mas nada me resta e eu
sou apenas um toco sem graça. Desculpe..."

Já não quero muita coisa", disse o Menino, "só um lugar
sossegado onde possa me sentar, pois estou muito
cansado."

"Pois bem", respondeu a Árvore, enchendo-se de alegria."
"Eu sou apenas um toco, mas um toco é muito útil pra
sentar e descansar."
"Venha, Menino, depressa, sente-se em mim e descanse."

Foi o que o Menino fez. E a Árvore ficou feliz!


(Do original de Shel Silvertein)

Rosalino

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Conto de Natal - Meu Anjinho Dorminhoco


É neste inicio de Dezembro (mais propriamente fim de semana antes do feriado do dia 8) que fazemos a nossa Árvore e Presépio.
E por isso mesmo tinha pedido à minha cara metade para fazer um poema também, uns versos ou uma historia de Natal para crianças.
Como sei que ela para isso tem de ter tempo (e como sou impaciente) pesquisei e adorei tanto este conto de Natal, que não resisto em deixar aqui partilhado.
Podem contar aos vossos filhotes, decerto vão adorar. Porque se tivéssemos um, era conto com que eu gostaria de embalar o nosso.
Já agora o site é da eb1-n1b-campo-maior (parabéns para eles):


Um anjo pequenino. Veio tocar o sino.
Outro, de palmo e meio. Logo atrás dele veio,
E pregou uma estrela, No tecto da capela.

Veio mais um depois, Atrás dos outros dois,
E trouxe os pastorinhos, Que achou pelos caminhos.
Por fim, chegou o bando, De asas brancas cantando.

Só um, que adormeceu, É que ficou no céu.
Quando acordou, o anjinho, E que se viu sozinho,
Voou muito apressado, Mas chegou atrasado!

Pobre do anjinho tonto, O Natal estava pronto.
- Que hei-de eu fazer agora, Minha Nossa Senhora?
Sentou-se num degrau,
- Sou um anjinho mau!...

De chorar estava rouco, O anjinho dorminhoco!
- Nem posso entrar no coro, Com esta voz de choro.

Nisto, viu um menino, Descalço e pequenino,
Sozinho no portal, Sem festa de Natal,

E teve tanto dó, De o ver pequeno e só,
Que lhe pegou na mão, E os dois juntos vão.


- Anda cá, vem comigo, Ao pé do nosso amigo.
- E não ralha com a gente? - Fica muito contente!

Chegam pé ante pé, Junto de S. José
O anjo pequenino, Mais o pobre menino,
Chegam-se à palha fria, Onde Jesus dormia.

E Jesus quando os viu, Voltou-se, olhou, sorriu!
- Que presente tão fino, Trazeres-me esse menino!
Vês, anjinho? Afinal,
Foi um lindo Natal

Rosalino


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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

SIC - Um desejo. Um sonho. Uma criança... e tudo o vento levou.

Nunca iria escrever umas palavras sobre este assunto. Mas chegamos a uma altura em que a revolta sobre certos assuntos e instituições é enorme.
Primeiro porque envolveu sentimentos que ainda hoje dia a dia vão mexendo com as emoções dos dois.
E porque o desenvolvimento foi no mínimo extremamente doloroso e ter colocado a vida em risco de quem mais amo.
O que me ressalta num primeiro instante da reportagem é os casos de falta de sensibilidade e de extremo cuidado que o assunto de fertilização envolve.
Não se pense que quem parte para uma viagem como esta, parte já derrotado ou no minimo desiludido.
Esse é o grande problema.
Todos partem com o máximo de expectativas e com a maior das esperanças.
No nosso caso todos os tratamentos consultas e supervisão foram feitos no público.

O que falta no público é rapidez e capacidade psicológica para lidar com casais que estão num estado emocional e profundamente sensibilizados.

Acho que no nosso caso a situação extrapolou todo o que era minimamente aceitavel.
Quer ao nível dos custos quer ao nível da acompanhamento do casal e das suas dificuldades.

Sem ir ao realmente ao fundo de tudo o que nos aconteceu (porque espero que entendam que ainda se sofre), mas para que se apercebam da revolta que por cá nos vai.

Gravidez ectópicas, fertilizações, drilings aos ovários, tratamentos, custos e principalmente os tempos de espera e os demasiados diagnósticos errados.
Culpabilidade não assumida pelos profissionais. Ou melhor assumida quando foram pressionados pelos erros cometidos
Tudo isto revolta e desanima.

Tudo isto ajudou a desistirmos de levar mais por diante o sonho da gravidez.
Isto e o risco de vida que a minha cara metade enfrentou, mesmo apôs todos os avisos e todas as minhas dicas para pararmos.

Agora penso: este documentário me leva a pensar que o que para uns é uma esperança.
Para outros (como eu) é uma penosa ideia que me pode voltar a fazer ver "partir aquilo" que mais amo.

Muitos me dizem: persiste, que tenha sorte, que seja forte.

Mas para mim já tenho sorte: pois minha esposa está viva e partilha os sonhos comigo. Persisto: porque agora temos um caminho e um ideal de vida que engloba a presença de uma criança em casa por vias da adopção. Sou forte: porque este caminho de adopção assim o exige pelos modos como a nosso sociedade a vê.

Agora espero que esta reportagem seja para muitos motivo de uma força enorme em continuar em frente.
Para mim pessoalmente.
Prefiro respeitar a escolha da minha cara metade e saber que pelo que ela passou não voltará a passar.
No dia em que essa ideia lhe voltar a surgir, terei de respeitar.
Mas por agora o nosso caminho indica adopção. E estamos embrenhados nesse caminho.

PS Quem aqui escreve é a metade masculina do Rosalino (como se devem ter percebido).

PS2 - Desculpem o testamento. Mas tudo isto envolveu muito mais do que aquilo que realmente aconteceu. Mas ainda custa escrever linhas sobre este assunto.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Uma Historia de Adopção e opinião



Foi junto as plantinhas que cresciam nas margens do Rio Nilo que aconteceu um caso de adopção muito bem relatado na Bíblia. Uma princesa egípcia decidiu assumir como seu filho o menino perdido, abandonado, num cesto que encontrara no rio. A sua mãe biológica ficou como sua ama.

Era adolescente quando a adopção foi formalizada passando a com a sua mãe adoptiva, no palácio de Faraó. Chamou-lhe Moisés – que significa “tirado das águas”, nome que lhe recordaria para sempre a sua origem e o contexto socio-político do tempo do seu nascimento.

Em Portugal a adopção foi introduzida no Código Civil no direito de família há três décadas. Reconhecida como uma iniciativa de todo louvável, a verdade é que entre nós tem-se desenvolvido e cimentado a ideia de se tratar de um processo moroso e difícil, impressão que não se mostra destituída de fundamento a avaliar pelos inúmeros testemunhos de tentativas frustradas de adopção ou longos períodos de espera que todos conhecemos e que vemos publicadas nos inúmeros sites por onde passamos.

Sabe-se que são mais de dez mil as crianças que no nosso país vivem em instituições, desprovidas de adequado suporte familiar, na vida de quem a adopção faria a grande diferença!

É bom lembrar aqui que embora deva ter um ambiente familiar, e seja de louvar todo o esforço que se faça nesse sentido, uma instituição de acolhimento, seja ela qual for, não é uma família. Não o é pela sua própria natureza, pelo número de pessoas que agrega, pela forma colectiva como, necessariamente, se organiza. Também não é uma família pela incapacidade inerente à própria criança de estabelecer e consolidar vínculos íntimos a um universo alargado de pessoas, ao invés de uma relação mais ilimitada e próxima.

A integração de uma criança numa instituição deve ser à partida transitória e tão breve quanto possível, só se admitindo de longo termo se esgotados todos os meios de encaminhamento para a integração numa família (seja de origem, de adopção ou de acolhimento)
Sabe-se que o perfil mais procurado para adopção são as crianças de idade não superior aos 4 ou 5 anos, de etnia branca, saudáveis. Esta preferência deixa de fora muitas crianças igualmente providas de condições para um processo de adopção bem sucedido e necessitadas de uma integração familiar. No entanto existem casais que não se importam de todo se a criança é de outra raça ou etnia, parecendo que a dificuldade é a mesma..

Trata-se de uma experiência extraordinariamente enriquecedora para a criança, e também para o casal. Era necessário que o processo fosse menos extenso, menos burocrático e muito mas muito mais eficiente.

Perante tudo isto só quero deixar aqui um aparte: nós não escolhemos nem raça, nem cor nem a etnia, já mudamos a idade para 5, 6 anos e dissemos que nunca separaríamos irmãos, depois disso que mais podemos dizer.

Imagem retirada da internet