Olá Amigos! Este espaço é destinado a todas as pessoas (casais ou não) que estejam envolvidos directa e indirectamente em processos de adopção de crianças ou simplesmente falar sobre elas. Ainda a quem esteja interessado em contribuir para melhorar o bem estar das crianças em causa. Podem contar um pouco das suas histórias e partilhar as alegrias e dificuldades. Venha ajudar-nos e ser ajudado. Sozinhos estaremos isolados,mas em união estaremos mais confortados. Um abraço a todos.
Acerca de Nós
- Rosalino
- Porto, Gondomar, Portugal
- Duas faces voltadas para um rosto risonho e pequenino. O Sol do nosso dia a dia e a Lua dos nossos sonhos pela Noite.
sábado, 16 de outubro de 2010
A minha Ausencia Presente
As vossas lutas.
Os vossos trilhos e dificuldades eles vos vão apresentando diariamente.
Sorrindo pelas noticias das vossas barriguinhas a crescer.
E pelos vossos contos diários sobre os vossos filhotes.
As desilusões e as conquistas.
As adversidades e desânimos, com as varias guerras travadas para vencerem.
E sinto-me satisfeito.
A vontade de escrever actualmente não é muita.
E entre andar nas brincadeiras com o T e o tempo que resta, é tudo muito pouco.
Por isso desculpem a minha Ausência Presente.
Vou lendo as vossas noticias todos os dias.
E através delas e dos vossos blogues.
Partilhando bonitos momentos
Beijos do T a todos/as.
Rosalino
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Bodas de linho ou renda

sábado, 25 de setembro de 2010
Contos - Cabra Cabez
Nunca pensei que as historias que me fizeram adormecer, fossem agora contadas ao T deitado na sua caminha pronto para adormecer.
É um sentimento de recordação e nostalgia dos tempos de criança que voltam ás lembranças.
Uma de entre muitas delas deixo hoje aqui partilha.
Pois entre as muitas, esta é uma das favoritas do T.
E foi lhe contada a primeira vez não por mim ou pela Mamã, mas sim pela madrinha que até o livro lhe comprou.
E ele adorou. Quer a historia quer o livro.
Cá vai.
Era uma vez um coelhinho que foi à sua horta buscar couves para fazer um caldinho.
Quando o coelhinho branco voltou para casa depois de vir da horta, chegou à porta e achou-a fechada por dentro; bateu e perguntaram-lhe de dentro: - «Quem é?»
O coelhinho respondeu:
Sou eu, o coelhinho que veio da horta e vou fazer um caldinho.
Responderam-lhe de dentro:
E eu sou a cabra cabrez que te salto em cima e te faço em três.
Foi-se o coelhinho por aí fora muito triste, encontrou um boi e disse-lhe:
Eu sou o coelhinho que tinha ido à horta e ia para casa fazer o caldinho;
mas quando lá cheguei encontrei a cabra cabrez, que me salta em cima e me faz em três.
Responde o boi:
«Eu não vou lá que tenho medo».
Foi o coelhinho andando triste e encontrou um cão que lhe perguntou:
Porque estás tão triste coelhinho?
O coelhinho disse-lhe:
Eu sou o coelhinho que tinha ido à horta e ia para casa fazer o caldinho;
mas quando lá cheguei encontrei a cabra cabrez, que me salta em cima e me faz em três.
Responde o cão:
«Eu não vou lá que tenho medo».
Foi mais adiante o coelhinho e encontrou um galo que viu o coelhino muito triste e lhe perguntou:
« Porue estás assim tão triste coelhinho?»
E o coelhinho voltou a dizer:
Eu sou o coelhinho que tinha ido à horta e ia para casa fazer o caldinho;
mas quando lá cheguei encontrei a cabra cabrez, que me salta em cima e me faz em três.
Responde o galo:
«Eu não vou lá que tenho medo».
Foi-se o coelhinho muito triste, já sem esperanças de poder voltar para casa, quando encontrou uma formiga que lhe perguntou:
«Que tens coelhinho?»
E o coelhinho voltou a dizer:
Eu sou o coelhinho que tinha ido à horta e ia para casa fazer o caldinho;
mas quando lá cheguei encontrei a cabra cabrez, que me salta em cima e me faz em três.
Responde a formiga:
«Eu vou lá e veremos como isso há-de ser».
Foram ambos e bateram à porta; diz-lhe a cabra cabrez lá de dentro:
Aqui ninguém entra está cá a cabra cabrez que vos salta em cima e faz em três.
Responde a formiga:
Mas eu sou a formiga rabiga, que entro aí dentro e te furo a barriga.
Dito isto, a formiga subiu pela porta, entrou pelo buraco da fechadura, subiu pela perna da cabra cabrez e fez-lhe tantas cocegas na barriga até la abrir a porta.
E fugiu aos saltos porque não aguentava as cocegas.
Então a formiguinha abriu a porta ao coelhinho e foram fazer o caldinho.
E ficaram a viver juntos como grandes amigos para sempre
Rosalino
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Os Ouvidos de T
Adormeceu e acordou as 2.30 da madrugada de Domingo para Segunda-feira a dizer "doi muito mamã" toca a vestir e lá fomos de novo ao hospital, foi visto pela pediatra que disse que tinha apenas o ouvido um pouvo vermelho, mas que era de ter feito a aspiração, receitou brufen e lá viemos embora, dado o medicamento adormeceu quase de seguida.
Pela manhazinha foi para a escolinha, ligei à hora de almoço para saber como estava, disseram que estava bem e que tinha comido lindamente, fiquei mais descansada , pois já era um bom começo.
Fui buscá-lo as 17.30 e perguntei-lhe como estava disse: "ainda doi um cadinho", durante a noite voltou acordar e a queixar-se, dei-lhe um pouco de "remédio" como ele diz e adomeceu.
Foi novamente para a escolinha, passou o dia sem se queixar e quando cheguei voltou a queixar-se fomos ao médico e o resultado foi o incio de uma otite, esperamos que o T melhore muito rápido pois não gostamos nada que fique doentinho.
Rosalino
sábado, 18 de setembro de 2010
Seis meses passados
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Vacinas e valentia. Como é possivel rimarem?
Mas hoje 16/7 pelas 16 30H o T demonstrou que apesar de não rimarem, podem ser uma valente experiência disso mesmo.
O T sentou-se na cadeira do enfermeiro e já sabia que iria levar uma vacina.
Isto dizia-lhe eu.
Mas afinal constatei que eram duas aos 5 anos.
A DTP e VIP(ipv).
O enfermeiro pediu para um de nós se sentar e segurar o T no colo.
Estava eu muito intranquilo e receoso.
Pois era a primeira vez que tinha de enfrentar tal situação.
E se eu estava assim ( inexperiente nestas andanças), nem queria imaginar como estaria o filhote.
Mas chegou a hora das vacinas e o enfermeiro diz: " uma em cada bracinho"
E eu mais intranquilo que o T.
Procurando fazer com que o T não ficasse com medo.
Vai a primeira e o única coisa que senti foi o T se encostar mais a mim.
Logo de seguida o enfermeiro vai para a segunda vacina no outro bracinho.
E o T nem um esboçar de dor.
Unicamente um cerrar de olhos ou piscar de olhos.
Nem uma lágrima, um choro ou um movimento brusco para se proteger.
Temos verdadeiramente um homenzinho em casa.
Um verdadeiro valentão.
Senti que por vezes Deus quer através de pequenas coisas mostrar que os seus caminhos embora muitas vezes tortuosos, são aqueles que têm de ser percorridos para encontrar mais tarde as grandes alegrias.
Foi o que senti naquele momento.
E ao ver o rosto da minha cara metade toda cheia de orgulho no filhote, ainda mais me deixou com essa certeza.
Agora esperamos que não faça febre e não inche ou ganhe algum papinho.
Fez logo gelo para prevenir.
Estou deveras feliz por mais este gesto simples do T.
Ninguem imagina o quanto estas coisas tão simples nos deixam felicíssimos.
Rosalino