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Porto, Gondomar, Portugal
Duas faces voltadas para um rosto risonho e pequenino. O Sol do nosso dia a dia e a Lua dos nossos sonhos pela Noite.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Lembranças?!!!! Onde andam?

Durante todo o processo de integração do T, nunca o ouvimos ou muito raramente abordou em concreto o seu periodo passado na instituição.
Acho que até hoje o T só referiu uma vez a casa grande onde estava (logo no inicio) e uma senhora que convivia muito com os pequenos. E um amigo que era mais velho e tinha com ele mais contacto.
Falo destes 3 episódios porque foram unicamente estes que relatei, unicamente uma vez cada e logo no inicio de todo o processo de adopção.
Já tínhamos comentado este assunto com as assistentes da SS e da instituição.

Hoje e precisamente porque ele nunca mais falou sobre isso, veio-me á ideia essa pergunta.
Porquê?

Quer se queira quer não, foram 4 anos que fizeram parte da sua vida. E embora fosse muito pequeno, sempre surgiria alguma pergunta. Penso eu...
Aliás eu e a minha cara metade já falamos disso e estavmos preparados para que assim fosse.

Bloqueio do T perante a sua necessidade de escapar dessas lembranças?
O inconsciente do T para que ao esquecer essa fase, ele estivesse a deixar definitivamente para trás esse passado?
Simplesmente a integração foi boa e tudo o resto foi esquecido?
O T usou essa via porque simplesmente já estava preparado e com vontade de deixar a instituição?
A instituição já não dizia nem trazia mais nada de bom para o T?

Até hoje ninguem, nem nós mesmos, conseguimos explicar isso.
Mas queremos acreditar que fomos uma parte integrante e importante nesse esquecimento.
Aliás a instituição é das melhores do Pais e quer nas condições de habitação e apoio não faltam.
Mas claro que um colo não pode ser dado a todos...
Estas questões devem surgir de uma maneira mais intensa ou não a todos os que estão neste tipo de processo.

Sinceramente abri este tópico. Mas agora ao terminar, não sei até que ponto essa resposta é importante. Basta nos lembrarmos das suas asneiras e das suas brincadeira cá em casa, que nada mais importa.
Sò o seu sorriso importa.

Questões de só menos :)

Rosalino

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Escola. Eu já imaginava isto...

                                                                      ( Imagem da Internet)
" Pai a escola vai estar muito tempo fechada? Pai não está ninguém na escola? Os meus amigos da escola tambem estão em casa sem ir á escola? Para onde vão os meus amigos nas férias?"

Eu tinha a certeza que estas perguntas iriam ser feitas, Mais tarde ou mais cedo o T iria questionar o porque de tanto tempo sem os amigos.

Para ele a vida na escola era deveras importante para formar os elos com os novos amigos. E por isso mesmo o encerrar da escola para ferias, ia mexer com ele um bom bocadinho.
Só pensei que fosse mais tarde.
Lá vamos nós cá por casa fazer entender o T que a escola tem de parar, para que a arranjem e fique mais bonita para quando ele e os amigos regressarem.
A perda que o T sente é normal. Pois o mundo girou durante muitos dias em volta da escola, da educadora, auxiliares e amigos.
Principalmente dos amigos.
Estamos a pensar mais tarde combinar uma forma de o juntar com um ou outro amigo para brincar. Mas os elos entre nós Pais, ainda não são assim tão fortes quanto isso.
Pois se muitos deles já estão desde o inicio do pré escolar, nós e principalmente o T, somos"novos" por lá.
A ver vamos.
Rosalino

PS Por falar em "Saudades". MJM já lia um pouquinho do teu blogue. Não?
Não dês muita importância. Foi uma lembrança :)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Aborto. Estatisticas e dados que não gostariamos de ver

Cada vez que leio mais sobre o Aborto e as consequencias apôs legalização, fico com mais certeza do que eu achava que iria acontecer.
E com o passar de um ano para outro, infelizmente esses dados só vêm confirmar as minhas supeitas.
O Sim ao aborto serviu muitas coisas e veio servir muita gente. Mas o que todos os dados apontam é que veio prejudicar essencialmente a vida humana. Isso os dados e estatisticas não deixam mentir.

Hoje li aqui. Um texto que mais uma vez vem de encontro ao que referi.
Desse textos copio dois trechos que mais realçam isso:

"Eram já conhecidos indicadores preocupantes no que se refere ao aborto após a aprovação da lei, mas ficámos agora a saber, pela voz do presidente do Conselho Nacional de Ética, que os resultados vão no sentido oposto do que foi propagado pelos que promoveram a liberalização e viabilizaram a lei: 50% das mulheres que fazem aborto faltam à consulta de planeamento familiar obrigatória 15 dias depois; há mulheres que fazem, no Serviço Nacional de Saúde, dois ou três abortos por ano; o número de abortos aumentou de 12 mil para 18 mil em 2008 e para 19 mil em 2009.

São os riscos de legislar num clima de contenda ideológica sobre questões que têm a ver com a vida e a morte, com o respeito e a dignidade, com a responsabilidade individual e colectiva, com princípios básicos de civilização. Este núcleo duro foi e é o âmago da questão e não devia ser varrido por argumentários que parecem ignorar o essencial da condição humana e o valor das vítimas, de todas as vítimas do aborto."


Mas em si todo o texto é expressivo e merece ser lido e repassado á vitoria do Sim.
Por mim continuaria a ser Não
Pois nada é mais importante que o valor de uma vida humana. Seja ela grande ou pequena. Ou em que fase de gestação esteja...


Rosalino

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ferias. Finalmente?....

                                                         (Imagem da Internet)
Ainda me lembro quando entravamos de férias quando éramos crianças. Uma alegria poder deixar os trabalhos de parte e brincar até chegar á exaustão.
E ontem começaram as férias para o T.

Mas ao contrario do que se poderia supor, para o T não é nada  benéfico que assim seja. Pois esteve até á ultima hora d encerro da escola, despediu-se da educadora e das auxiliares como se fosse um adeus definitivo e a Mamã teve mesmo de aguentar lá até os ultimos segundos.

Mas já estavamos á espera desta reacção do T. Porque para ele a escola é tudo aquilo que nunca teve durante anos. E os colegas de escola e as brincadeiras que teve durante um ano, foram diversificadas e sempre muito intensas.
Daí que para ele fique sempre aquela sensação de perda, que teremos de compensar cá por casa.
Quem conhece o T sabe que para ele amigos á volta e brincadeira é o que mais deseja.

Estamos para ver quando é que ele vai perguntar quando a escola começa. Mas o ano passado por esta altura divertia-se intensamente cá por casa, com as avós e os Tios e Padrinhos. Depois vieram as férias e tudo correu lindamente.
Mas o problema foi que o ano passado o T ainda não tinha ido á escola.

A ver vamos.
Rosalino

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Praia, rio, piscinas e as preocupações com a agua.

Já estamos na entrada de Julho e por estas altura o T já fez uma praiazinha, porque nada melhor para precaver infecções respiratórias que o nosso Iodo.
Mas é também por estas alturas que teremos de estar mais atentos.
Já no ano passado o T nos demonstrou que na praia a agua para ele é um elemento natural.
Aliás a piscina que faz durante o ano( desde que não esteja com alguma otite...), mostra que ele e a agua são muito compatíveis.
Mas precisamos de fazer sentir ao T as devidas diferenças do Mar e da Piscina.
Em qualquer momento a força de uma onda ou a força com que ele arrasta, até para um adulto é difícil de lidar
Adoro o Mar e sei nadar razoavelmente. Mas por isso mesmo sei o quão matreiro ele consegue ser. E já cheguei, quando mais novo e mais aventureiro, a ser surpreendido por ele.
Por isso nas idas que demos á praia e pelas inmvestidas que o T faz sem receio, vai-nos fazer estar muito mais atentos.
Pois em cada ano que passa ele ganha mais confiança, e isso é bom para que ele aprenda a lidar e a nadar no mar.
Mas também exige maior vigilância.
As noticias de afogamentos e distracções dão-se todo o ano. Mas por força da época muito mais nesta altura.
Por isso achei muito interessante este artigo escrito no Iol Mãe sob o titulo Previna os afogamentos. Não que nos traga muitas coisas de novo. Mas são alertas que quer em piscinas quer no mar ou no rio, nos ajudam em alguns aspectos já esquecidos.

Preocupações que nunca são demais.

Rosalino

terça-feira, 28 de junho de 2011

Angelico e o fenomeno da mediatização. As fatalidades acontecem a todos.

Antes do mais quero deixar aqui o meu desejo sincero de franca recuperação e se possivel total.
Mas o que me leva a fazer este poste não é um contra algo ou alguém. É sim antes uma tentativa de alerta ao que diariamente vaí acontecendo pelo nosso Portugal e nas nossas estradas.
Angélico conduzia um carro emprestado, SEM SEGURO e conduzia SEM cinto de segurança. No mesmo carro seguiam outros ocupantes. Um deles faleceu quando foi projectado e em seguida atropelado por uma viatura que vinha atrás e não conseguiu evitar. E ainda uma ocupante que se encontra actualmente em risco de vida nos mesmo serviços que Angélico.

Segundo disseram amigos do próprio actor e cantor o acidente deveu-se a um furo numa roda que levou ao despiste e ao capotar da viatura. Num carro como aquele que conduzia normalmente os pneus usados são praticamente difíceis de rebentar ou furar. Chamam-se Pneus Flat e têm uma segurança extrema no que respeita a furos. De resto ainda nada de concreto se sabe e nem adianta querer levantar casos ou seguir os possíveis relatos dos próprios amigos.
A única coisa que me revolta é ver que tudo se faz resumir a uma situação em particular, relativizando a situação de risco de Vida de Angélico. Então e a rapariga que o acompanhava e está também em risco de vida? E o ocupante que veio a falecer, a família deste rapaz não conta?

Não pensem em mim como um incendiário. Antes gosto que as coisas sejam claras e não se deixem resumir a uma tentativa de transformar isto numa telenovela...
Nem para a vida de Angélico isto é favorável.

Os outros ocupantes poderiam ser um filho, sobrinho, familiar afastado ou simplesmente amigo das nossas relações profundas.

As vezes as Tvs fazem um tipo de trabalho que não é nada favoravel até para jovens que vêm em pessoas como Angélico um ídolo.
E isso irrita-me...
Diariamente fazer deste drama um acontecimento de alta mediatização, é escabroso para a nossa comunicação social, que deveria seguir outros rumos.

Porque não gosto de ver usarem acontecimentos tristes como estes, e os quererem transformar em  mediatismo. Aqui fica este poste de protesto.


Rosalino