Li á uns dias atrás no blogue da Plataforma Algarve pela vida , o desenvolvimento relativo ao ano de 2010.
E nada me surpreendeu. Pois tudo o que lá se relata tem muito de verdade.
E revi-me nesse processo e na teia de aranha que o envolve.
Bom saber que actualmente a informação que chega aos possíveis adoptantes é muito maior quantidade e melhor e mais esclarecedora.
Pois através das formações e esclarecimentos. muitos ficam a saber a realidade de todo um processo de adopção.
Não é fácil resistir e persistir perante muitas adversidades. Mas os proponentes a adoptantes quando são confrontados coma realidade e mesmo assim continuam em frente, ficam cientes que o tempo de espera é grande e a possibilidade de escolherem crianças não cabe num real processo de adopção.
Por lá passamos e ficamos durante 4 anos nada fáceis á espera do nosso T.
Mas gostaríamos de ter tido a possibilidade de ter uma maior informação.
Aqui fica este pequeno texto do blogue que merece ser lido por quem pensa adoptar.
Acreditem. Pois muitos dos que apôs a primeira entrevista e postos perante todo o processo, continuam a acreditar que podem dar muito Amor a uma criança, que dele está á espera.
Um obrigado P. Algarve pela Vida. Pois muito tem contribuído para esclarecer e ajudar.
Rosalino
Olá Amigos! Este espaço é destinado a todas as pessoas (casais ou não) que estejam envolvidos directa e indirectamente em processos de adopção de crianças ou simplesmente falar sobre elas. Ainda a quem esteja interessado em contribuir para melhorar o bem estar das crianças em causa. Podem contar um pouco das suas histórias e partilhar as alegrias e dificuldades. Venha ajudar-nos e ser ajudado. Sozinhos estaremos isolados,mas em união estaremos mais confortados. Um abraço a todos.
Acerca de Nós
- Rosalino
- Porto, Gondomar, Portugal
- Duas faces voltadas para um rosto risonho e pequenino. O Sol do nosso dia a dia e a Lua dos nossos sonhos pela Noite.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Escuteiros.
(Imagem de Internet)
Um grande fim de semana este para o T.
Gostamos que o T esteja nesta altura de férias com uma maior ligação á família.Assim durante a semana fica com a avó materna ora com a paterna e pelo meio lá vai estando com os primos.
Vai criando elos e fazendo crescer ainda mais a ligação com a família alargada.
Este período será muito bom para que ele sinta que para além dos Pais, também está bem rodeado de gente que o adora, e por isso mesmo pode sentir-se bem seguro.
Mas como já referi aqui, o T adora estar em constante movimento, encarar novas situações e novos possíveis amigos. Todos já repararam que ele se adapta bem a estas mudanças. Ás vezes o seu inconsciente faz com que um ou outro assunto lhe traga um pouco de receio e um ou outro habito antigo.
Mas adapta-se muito bem a novas situações.
Assim este fim de semana levamos o T a ter contacto com os escuteiros, para ver até que ponto para ele seria uma mais valia.
Passou parte da manhã de sábado a preparar a festa medieval que fizeram no agrupamento e de tarde lá seguiu com um traje improvisado para a festa.
Depois do cortejo e dos jogos fomos buscar o T.
Gostou anto que pediu para ir á noite, porque o convívio e a festa em si era mais pela noite dentro.
Tomou um bom banho, comeu a sopa e lá fomos nós aos petiscos e ao porco no espeto que fizeram durante a noite medieval.
Quase o foi preciso arrastar para casa, tal era o seu entusiasmo e o seu sono. Já completamente perdido de sono resolveu ceder e pelas 22:30h chegamos a casa.
No Domingo estiveram a fazer uns jogos e umas brincadeiras e logo apôs deslocaram-se a uma instituição de recolha de animais, para levaram as contribuições que cada um juntou.
Adorou os cães e gatos e o primeiro pedido foi: " Mãe posso ter um cãozinho daqueles que eu vi?"
Claro que lhe tivemos que dizer que não. Principalmente pelas complicações respiratórias e alergias que lhe iriam causar.
Através de outros argumento ficou convencido em esperar. Não não totalmente...
Foram 2 dias que nos mostraram que possivelmente os escuteiros são uma boa via de alargamento para os horizontes e conhecimentos para o T.
Uma experiência que possivelmente nos irá levar a sua inscrição em Setembro.
Pois este fim de semana foi o encerro das actividades do agrupamento.
Resumindo. Adorou e quer repetir :)
Rosalino
terça-feira, 19 de julho de 2011
Lembranças?!!!! Onde andam?
Durante todo o processo de integração do T, nunca o ouvimos ou muito raramente abordou em concreto o seu periodo passado na instituição.
Acho que até hoje o T só referiu uma vez a casa grande onde estava (logo no inicio) e uma senhora que convivia muito com os pequenos. E um amigo que era mais velho e tinha com ele mais contacto.
Falo destes 3 episódios porque foram unicamente estes que relatei, unicamente uma vez cada e logo no inicio de todo o processo de adopção.
Já tínhamos comentado este assunto com as assistentes da SS e da instituição.
Hoje e precisamente porque ele nunca mais falou sobre isso, veio-me á ideia essa pergunta.
Porquê?
Quer se queira quer não, foram 4 anos que fizeram parte da sua vida. E embora fosse muito pequeno, sempre surgiria alguma pergunta. Penso eu...
Aliás eu e a minha cara metade já falamos disso e estavmos preparados para que assim fosse.
Bloqueio do T perante a sua necessidade de escapar dessas lembranças?
O inconsciente do T para que ao esquecer essa fase, ele estivesse a deixar definitivamente para trás esse passado?
Simplesmente a integração foi boa e tudo o resto foi esquecido?
O T usou essa via porque simplesmente já estava preparado e com vontade de deixar a instituição?
A instituição já não dizia nem trazia mais nada de bom para o T?
Até hoje ninguem, nem nós mesmos, conseguimos explicar isso.
Mas queremos acreditar que fomos uma parte integrante e importante nesse esquecimento.
Aliás a instituição é das melhores do Pais e quer nas condições de habitação e apoio não faltam.
Mas claro que um colo não pode ser dado a todos...
Estas questões devem surgir de uma maneira mais intensa ou não a todos os que estão neste tipo de processo.
Sinceramente abri este tópico. Mas agora ao terminar, não sei até que ponto essa resposta é importante. Basta nos lembrarmos das suas asneiras e das suas brincadeira cá em casa, que nada mais importa.
Sò o seu sorriso importa.
Questões de só menos :)
Rosalino
Acho que até hoje o T só referiu uma vez a casa grande onde estava (logo no inicio) e uma senhora que convivia muito com os pequenos. E um amigo que era mais velho e tinha com ele mais contacto.
Falo destes 3 episódios porque foram unicamente estes que relatei, unicamente uma vez cada e logo no inicio de todo o processo de adopção.
Já tínhamos comentado este assunto com as assistentes da SS e da instituição.
Hoje e precisamente porque ele nunca mais falou sobre isso, veio-me á ideia essa pergunta.
Porquê?
Quer se queira quer não, foram 4 anos que fizeram parte da sua vida. E embora fosse muito pequeno, sempre surgiria alguma pergunta. Penso eu...
Aliás eu e a minha cara metade já falamos disso e estavmos preparados para que assim fosse.
Bloqueio do T perante a sua necessidade de escapar dessas lembranças?
O inconsciente do T para que ao esquecer essa fase, ele estivesse a deixar definitivamente para trás esse passado?
Simplesmente a integração foi boa e tudo o resto foi esquecido?
O T usou essa via porque simplesmente já estava preparado e com vontade de deixar a instituição?
A instituição já não dizia nem trazia mais nada de bom para o T?
Até hoje ninguem, nem nós mesmos, conseguimos explicar isso.
Mas queremos acreditar que fomos uma parte integrante e importante nesse esquecimento.
Aliás a instituição é das melhores do Pais e quer nas condições de habitação e apoio não faltam.
Mas claro que um colo não pode ser dado a todos...
Estas questões devem surgir de uma maneira mais intensa ou não a todos os que estão neste tipo de processo.
Sinceramente abri este tópico. Mas agora ao terminar, não sei até que ponto essa resposta é importante. Basta nos lembrarmos das suas asneiras e das suas brincadeira cá em casa, que nada mais importa.
Sò o seu sorriso importa.
Questões de só menos :)
Rosalino
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Escola. Eu já imaginava isto...
( Imagem da Internet)
" Pai a escola vai estar muito tempo fechada? Pai não está ninguém na escola? Os meus amigos da escola tambem estão em casa sem ir á escola? Para onde vão os meus amigos nas férias?"
Eu tinha a certeza que estas perguntas iriam ser feitas, Mais tarde ou mais cedo o T iria questionar o porque de tanto tempo sem os amigos.
Para ele a vida na escola era deveras importante para formar os elos com os novos amigos. E por isso mesmo o encerrar da escola para ferias, ia mexer com ele um bom bocadinho.
Só pensei que fosse mais tarde.
Lá vamos nós cá por casa fazer entender o T que a escola tem de parar, para que a arranjem e fique mais bonita para quando ele e os amigos regressarem.
A perda que o T sente é normal. Pois o mundo girou durante muitos dias em volta da escola, da educadora, auxiliares e amigos.
Principalmente dos amigos.
Estamos a pensar mais tarde combinar uma forma de o juntar com um ou outro amigo para brincar. Mas os elos entre nós Pais, ainda não são assim tão fortes quanto isso.
Pois se muitos deles já estão desde o inicio do pré escolar, nós e principalmente o T, somos"novos" por lá.
A ver vamos.
Rosalino
PS Por falar em "Saudades". MJM já lia um pouquinho do teu blogue. Não?
Não dês muita importância. Foi uma lembrança :)
" Pai a escola vai estar muito tempo fechada? Pai não está ninguém na escola? Os meus amigos da escola tambem estão em casa sem ir á escola? Para onde vão os meus amigos nas férias?"
Eu tinha a certeza que estas perguntas iriam ser feitas, Mais tarde ou mais cedo o T iria questionar o porque de tanto tempo sem os amigos.
Para ele a vida na escola era deveras importante para formar os elos com os novos amigos. E por isso mesmo o encerrar da escola para ferias, ia mexer com ele um bom bocadinho.
Só pensei que fosse mais tarde.
Lá vamos nós cá por casa fazer entender o T que a escola tem de parar, para que a arranjem e fique mais bonita para quando ele e os amigos regressarem.
A perda que o T sente é normal. Pois o mundo girou durante muitos dias em volta da escola, da educadora, auxiliares e amigos.
Principalmente dos amigos.
Estamos a pensar mais tarde combinar uma forma de o juntar com um ou outro amigo para brincar. Mas os elos entre nós Pais, ainda não são assim tão fortes quanto isso.
Pois se muitos deles já estão desde o inicio do pré escolar, nós e principalmente o T, somos"novos" por lá.
A ver vamos.
Rosalino
PS Por falar em "Saudades". MJM já lia um pouquinho do teu blogue. Não?
Não dês muita importância. Foi uma lembrança :)
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Aborto. Estatisticas e dados que não gostariamos de ver
Cada vez que leio mais sobre o Aborto e as consequencias apôs legalização, fico com mais certeza do que eu achava que iria acontecer.
E com o passar de um ano para outro, infelizmente esses dados só vêm confirmar as minhas supeitas.
O Sim ao aborto serviu muitas coisas e veio servir muita gente. Mas o que todos os dados apontam é que veio prejudicar essencialmente a vida humana. Isso os dados e estatisticas não deixam mentir.
Hoje li aqui. Um texto que mais uma vez vem de encontro ao que referi.
Desse textos copio dois trechos que mais realçam isso:
"Eram já conhecidos indicadores preocupantes no que se refere ao aborto após a aprovação da lei, mas ficámos agora a saber, pela voz do presidente do Conselho Nacional de Ética, que os resultados vão no sentido oposto do que foi propagado pelos que promoveram a liberalização e viabilizaram a lei: 50% das mulheres que fazem aborto faltam à consulta de planeamento familiar obrigatória 15 dias depois; há mulheres que fazem, no Serviço Nacional de Saúde, dois ou três abortos por ano; o número de abortos aumentou de 12 mil para 18 mil em 2008 e para 19 mil em 2009.
São os riscos de legislar num clima de contenda ideológica sobre questões que têm a ver com a vida e a morte, com o respeito e a dignidade, com a responsabilidade individual e colectiva, com princípios básicos de civilização. Este núcleo duro foi e é o âmago da questão e não devia ser varrido por argumentários que parecem ignorar o essencial da condição humana e o valor das vítimas, de todas as vítimas do aborto."
Mas em si todo o texto é expressivo e merece ser lido e repassado á vitoria do Sim.
Por mim continuaria a ser Não
Pois nada é mais importante que o valor de uma vida humana. Seja ela grande ou pequena. Ou em que fase de gestação esteja...
Rosalino
E com o passar de um ano para outro, infelizmente esses dados só vêm confirmar as minhas supeitas.
O Sim ao aborto serviu muitas coisas e veio servir muita gente. Mas o que todos os dados apontam é que veio prejudicar essencialmente a vida humana. Isso os dados e estatisticas não deixam mentir.
Hoje li aqui. Um texto que mais uma vez vem de encontro ao que referi.
Desse textos copio dois trechos que mais realçam isso:
"Eram já conhecidos indicadores preocupantes no que se refere ao aborto após a aprovação da lei, mas ficámos agora a saber, pela voz do presidente do Conselho Nacional de Ética, que os resultados vão no sentido oposto do que foi propagado pelos que promoveram a liberalização e viabilizaram a lei: 50% das mulheres que fazem aborto faltam à consulta de planeamento familiar obrigatória 15 dias depois; há mulheres que fazem, no Serviço Nacional de Saúde, dois ou três abortos por ano; o número de abortos aumentou de 12 mil para 18 mil em 2008 e para 19 mil em 2009.
São os riscos de legislar num clima de contenda ideológica sobre questões que têm a ver com a vida e a morte, com o respeito e a dignidade, com a responsabilidade individual e colectiva, com princípios básicos de civilização. Este núcleo duro foi e é o âmago da questão e não devia ser varrido por argumentários que parecem ignorar o essencial da condição humana e o valor das vítimas, de todas as vítimas do aborto."
Mas em si todo o texto é expressivo e merece ser lido e repassado á vitoria do Sim.
Por mim continuaria a ser Não
Pois nada é mais importante que o valor de uma vida humana. Seja ela grande ou pequena. Ou em que fase de gestação esteja...
Rosalino
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Ferias. Finalmente?....
(Imagem da Internet)
Ainda me lembro quando entravamos de férias quando éramos crianças. Uma alegria poder deixar os trabalhos de parte e brincar até chegar á exaustão.
E ontem começaram as férias para o T.
Mas ao contrario do que se poderia supor, para o T não é nada benéfico que assim seja. Pois esteve até á ultima hora d encerro da escola, despediu-se da educadora e das auxiliares como se fosse um adeus definitivo e a Mamã teve mesmo de aguentar lá até os ultimos segundos.
Mas já estavamos á espera desta reacção do T. Porque para ele a escola é tudo aquilo que nunca teve durante anos. E os colegas de escola e as brincadeiras que teve durante um ano, foram diversificadas e sempre muito intensas.
Daí que para ele fique sempre aquela sensação de perda, que teremos de compensar cá por casa.
Quem conhece o T sabe que para ele amigos á volta e brincadeira é o que mais deseja.
Estamos para ver quando é que ele vai perguntar quando a escola começa. Mas o ano passado por esta altura divertia-se intensamente cá por casa, com as avós e os Tios e Padrinhos. Depois vieram as férias e tudo correu lindamente.
Mas o problema foi que o ano passado o T ainda não tinha ido á escola.
A ver vamos.
Rosalino
Ainda me lembro quando entravamos de férias quando éramos crianças. Uma alegria poder deixar os trabalhos de parte e brincar até chegar á exaustão.
E ontem começaram as férias para o T.
Mas ao contrario do que se poderia supor, para o T não é nada benéfico que assim seja. Pois esteve até á ultima hora d encerro da escola, despediu-se da educadora e das auxiliares como se fosse um adeus definitivo e a Mamã teve mesmo de aguentar lá até os ultimos segundos.
Mas já estavamos á espera desta reacção do T. Porque para ele a escola é tudo aquilo que nunca teve durante anos. E os colegas de escola e as brincadeiras que teve durante um ano, foram diversificadas e sempre muito intensas.
Daí que para ele fique sempre aquela sensação de perda, que teremos de compensar cá por casa.
Quem conhece o T sabe que para ele amigos á volta e brincadeira é o que mais deseja.
Estamos para ver quando é que ele vai perguntar quando a escola começa. Mas o ano passado por esta altura divertia-se intensamente cá por casa, com as avós e os Tios e Padrinhos. Depois vieram as férias e tudo correu lindamente.
Mas o problema foi que o ano passado o T ainda não tinha ido á escola.
A ver vamos.
Rosalino
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